Conduzimos o novo Toyota Aygo X, um SUV em formato compacto

O mais pequeno dos Toyota seguiu a corrente e deu o salto para o formato SUV. Já está disponível em Portugal.

0 aos 100 15/05/2022 Noticias

Quem acompanha minimamente a trajetória da Toyota nos últimos tempos, certamente terá notado que nos últimos lançamentos parece haver um certo ar "rebelde”, de ir contra a corrente. Uma ideia confirmada com o Aygo X (lê-se Cross), que tivemos oportunidade de conhecer pelas ruas do Porto.

O Aygo X não só substitui o Aygo (sim, aquele que era irmão “gémeo” do Citroen C1 e Peugeot 108...), como transforma o formato, de citadino convencional para SUV urbano, uma mudança que segue na linha do aumento de procura por modelos SUV. Algo que promete causar sensação (e até roubar clientes aos utilitários...), uma vez que, com o Aygo X, a Toyota consegue oferecer um SUV de dimensões urbanas, sem perder as características desejadas por quem procura um SUV, com uma importante vantagem: um preço mais baixo.

O que salta desde logo à vista é que o Aygo cresceu, e de forma notável. Ao todo 23 cm para alcançar os 3,7 metros, o que, juntamente com uma largura maior e uma maior altura, confere ao Aygo X Cross uma maior presença, tornando-o igualmente mais vistoso e mais maduro, para o que contribui, naturalmente, o estilo crossover – uma mudança radical em termos de filosofia em relação ao antecessor (e à concorrência), de puro citadino.

A dianteira dá logo a ideia de um "carro grande": é uma frente muito mais vertical, maior, com faróis mais quadrados e menos pontiagudos e, em geral, mais agressiva. Também se encaixa muito bem com as linhas laterais, que são claramente inclinadas para baixo, dando a sensação de que o carro está "em tensão", pronto a saltar para a frente (ou pronto a enfrentar a selva citadina).

Na traseira, as mudanças, apesar de óbvias, são menos agressivas. Mantém-se detalhes como o vidro traseiro como tampa da bagageira e as óticas luz verticais emolduradas nos “ombros” da traseira.

O interior

Se por fora as mudanças são substanciais, por dentro são ainda mais. Até parece um modelo do segmento acima, algo evidente na ergonomia e apresentação de todos os elementos. Sim, os materiais são todos duros (sem exceção), mas o desenho dá um enorme salto.

O painel de instrumentos mistura o analógico (para o velocímetro) com o digital. O sistema de infoentretenimento conta com um ecrã de 9 polegadas, o suficiente para um veículo destas características.

O espaço é mais que suficiente e a bagageira cresceu dos 168 para 231 litros (um aumento considerável), permitindo assim melhorar a capacidade de carga, embora tenha cuidado, é necessário superar um limite importante para depositar a carga bastante baixa.

Ao volante

A plataforma é a mesma do Yaris, logo a plataforma de um modelo maior e não uma plataforma de um citadino, embora ligeiramente alterada, o que tem benefícios em termos de interior como também de comportamento dinâmico, nomeadamente em estrada.

O motor é só um, o já conhecido 1.0 de três cilindros a gasolina, com 72cv e 93 Nm  do anterior Aygo (e do Yaris, por exemplo). Este motor pode ser associado a uma transmissão manual de 5 velocidades ou a uma transmissão automática CVT. É capaz de fazer os 0 aos 100 km/h em quase 15 segundos e alcançar uma velocidade máxima de 151 km/h para o automático e 158 km/h para o manual. Os consumos anunciados variam entre os 4,7 e os 5,2 litros/100 km dependendo da configuração.

Ao volante, as primeiras diferenças com o antecessor não demoram a aparecer, derivadas da adoção da plataforma do Yaris: é suave, melhor isolado, mais estável e muito mais agradável de conduzir. Nas estreitas ruas do Porto, mostra-se ágil e robusto, e em estrada dá a sensação de estarmos ao volante de um modelo do segmento superior.

O motor, de resto, é voluntarioso, refinado (esconde bem a arquitetura de três cilindros...), com a quantidade certa de força, independentemente do tipo de percurso. A caixa manual está bem escalonada e mostra-se suficientemente precisa.

A gama Aygo X

Em Portugal, a gama Aygo X divide-se em três níveis de equipamento. A versão de acesso Play começa nos 16.490 euros e vem equipada com jantes em aço de 17 polegadas, retrovisores elétricos aquecidos, ar condicionado, câmara traseira, sensor de luz e volante em pele.

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Segue-se o Pulse, que arranca nos 17.370 euros, substituindo as jantes de aço por jante de liga leve e acrescentando luzes diurnas LED, faróis de nevoeiro, sensor de chuva, ar condicionado automático e vidros escurecidos. O ecrã multimédia passa a ser de oito polegadas, a que se soma o tejadilho Night Sky.

No topo encontra-se a versão Envy, por 20.600 euros, que inclui jantes em liga leve de 18 polegadas maquinadas, tejadilho retráctil em lona. Conta com jantes em liga leve maquinadas de 18 polegadas, bancos dianteiros aquecidos, ar condicionado automático, e sensores de chuva, e de estacionamento à frente e atrás. A dimensão do ecrã de infotainment, com o sistema TAS 600, sobe para nove polegadas, tendo ainda carregador sem fios para smartphone.

Na fase de lançamento encontra-se disponível ainda a edição especial Limited com o preço de 20.780 euros. Acrescenta tejadilho Night Sky e bancos dianteiros aquecidos.

Cores inspiradas em especiarias

O Aygo X distingue-se ainda por contar com quatro cores inspiradas em especiarias: Verde Cardamom (Cardamomo), Vermelho Chilli (Pimenta), Bege Ginger (Gengibre) e Azul Juniper (Zimbro). A que se junta os mais tradicionais branco, cinza e preto.

O novo Aygo X já está disponível para encomenda em Portugal, com a vantagem de estar disponível para entregas imediatas, sem o problema que está a afetar alguns construtores, dos longos prazos de entrega.

Conclusão: vale a pena apostar no Aygo X?

Os carros são comprados pela estética (e cada vez mais). A aposta da Toyota no segmento A, que está a tornar-se esquecido, é muito interessante. O produto é bom: esteticamente é marcante, o equipamento é generoso mesmo nas versões de acesso e o motor é eficiente. Tem uma qualidade geral acima da média e o seu maior 'mas' será o espaço nos bancos traseiros, algo limitado pelas dimensões compactas.

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