Ensaio ao Polestar 2 Dual Motor Performance Pack

Ensaio ao Polestar 2 Performance Pack. Um elétrico com personalidade!

Alguém realmente acha que todos os carros são iguais? Não acreditamos nisso, e produtos como o Polestar 3 reforçam a nossa opinião com uma imagem distinta e uma dinâmica referencial.

Alguém realmente acha que todos os carros são iguais? Não acreditamos nisso, e produtos como o Polestar 3 reforçam a nossa opinião com uma imagem distinta e uma dinâmica referencial.

‘Que carro é este?’, “Que marca é?”. Estas foram algumas das perguntas que escutamos durante os dias em que ensaiámos o Polestar 2, uma berlina elétrica da marca que a Volvo e a gigante chinesa Geely criaram para concorrer, por exemplo, com a Tesla.

Agora, a pergunta é: como definir este Polestar 2?

Certamente não é uma tarefa fácil. É uma berlina, mas ligeiramente elevada, com um certo estilo de SUV (tem 15,1 cm de distância ao solo e alargamentos da carroçaria), o que resulta muito bem ao vivo. Como, de resto, confirma os muitos olhares curiosos de quem com ele se cruzou.

Ensaio ao Polestar 2 Performance Pack. Um elétrico com personalidade!

O desenho não esconde a ligação com os modelos da Volvo, algo evidente na dianteira, onde salta claramente à vista as óticas com iluminação diurna em forma de “T”, em alusão ao martelo de Thor, que liga a Polestar à Volvo. Por outro lado, a elevada altura ao solo, a linha de cintura elevada e as enormes jantes de 19 polegadas conferem-lhe um certo “ar” SUV, o que lhe dá uma imagem robusta e que vai de encontro com as tendências de mercado, na preferência por modelos SUV.

Performance Pack, a opção mais potente

O Polestar 2 está disponível em 4 variantes, uma com bateria de 69 kWh e motor de 272 cv, e as restantes com uma bateria de 78 kWh, a começar com 299 cv da versão com um só motor e duas versões com dois motores, com, respetivamente, 421 e 476 cv. Testamos a versão mais desejada, de dois motores, com Performance Pack, ou seja, com os 476cv.

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Com uma bateria de 78 kWh (identificada na lateral), esta versão, mais focada na performance, apresenta uma autonomia de 470 km para ciclo misto e 560 km para ciclo citadino, sendo fácil alcançar estes valores sem preocupações, isto é, sem estratégias restritivas, embora a velocidade máxima esteja fixada eletronicamente nos 205 km/h. É claro que o Polestar 2 pode chegar mais longe, se optarmos por uma das versões mais convencionais, sem dois motores elétricos, com a autonomia a superar os 650 km.

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Tudo é simples no funcionamento do Polestar 2. Não há botão de ligar ou desligar o “2” – logo que entramos está pronto a arrancar, sendo necessário apenas colocar a caixa em Drive e siga… -, não há modos de recuperação de energia através da travagem, ou modo B de regeneração mais acentuada. Apenas modo pedal único, que pode ser configurado no monitor central.

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Como se sai em estrada?

O peso do conjunto é elevado, acima das duas toneladas (2.125 kg), mas não impede prestações impressionantes, que chegam a ser eletrizantes (sempre são cerca de 500cv, o que não é pouco…). Pena a ausência de opções de modos de condução, ficando uma melhor eficiência e economia dependente dos ímpetos do pé direito.

A condução é suave, com acelerações instantâneas e da tremenda rapidez das recuperações. É impressionante a força enviada às quatro rodas – sem sobressaltos –, capaz de empurrar esta berlina dos 0 aos 100 km/h em apenas 4,4 segundos.

A intensidade da condução está próxima da de um desportivo (como a grande maioria dos elétricos de alta performance) e os números confirmam-no, a que se junta o comportamento dinâmico eficaz, uma vez que o centro de gravidade está mais baixo devido à disposição da bateria e na quase equitativa distribuição das massas sobre os eixos.

Ensaio ao Polestar 2 Performance Pack. Um elétrico com personalidade!

A direção é suficientemente precisa, o chassis e as rodas respondem com acerto, sem perturbações. Também a travagem merece elogios, ao que não será alheio os componentes Brembo visíveis através das jantes de 20 polegadas.

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Em termos de consumo, é fácil alcançar valores de consumo que oscilam entre os 18 e os 20 kWh de gasto energético, num carro que homologa 19,4 kWh em ciclo WLTP e isso – recordemos – tem benefícios muito elevados. A autonomia real, por seu lado, ultrapassou os 400 quilómetros após as cargas que fizemos. É mais do que suficiente para o dia a dia, mas tenha em atenção que em viagens longas terá sempre de fazer uma paragem de alguns quantos minutos para chegar ao seu destino sem pressa.

Ensaio ao Polestar 2 Performance Pack. Um elétrico com personalidade!

A bateria pode ser carregada com uma tomada do tipo 2 CA (corrente alternada) ou através de uma tomada CCS CC (corrente contínua). Numa tomada caseira, o carregamento da bateria demora 36 a 40 horas, o que não é nada prático. Já numa ligação CA com uma wall-box adaptada precisa de esperar 8 a 12 horas. Num posto rápido, o carregamento de 10 a 80% pode ser feito em 35 a 40 minutos.

Conclusão

É um carro elétrico divertido de conduzir, com elevado desempenho e autonomia considerável. Tem todos os ingredientes para enfrentar qualquer marca e modelo. Desenho atrativo, interior descontraído e abraça a tecnologia elétrica como selo de identidade. Os preços começam nos 52.400 euros para as versões “simples”, com a versão Performance Pack a exigir 65.900 euros. Sem dúvida uma opção muito, mas muito interessante.

O MAIS:

  • Estilo
  • Dinâmica
  • Performance

O MENOS:

  • Alguns detalhes de ergonomia
  • Lugares traseiros
  • Consumo de energia

Polestar 2 Dual Motor Performance Pack

Motor: elétrico

Bateria: 78Kw

Potência: 476cv (com mais de 70% da bateria) 

Binário máximo (Nm): 660 Nm

Tração: Integral

Caixa: automática de relação única

Aceleração (0-100 km/h): 4,4 segundos

Velocidade máxima: 205 km/h

Consumo de energia (WLTP): 19.4 kWh/100 km

Capacidade de carga: CC até 11 kW/CC até 155 kW

Autonomia: 482 km (especificação 2022/23)

Peso: 2.490 kg

Preço da versão base: 53.400 euros

Preço unidade ensaiada: 66.900 euros