Sabia que o Seat Ateca tem 2,2 km de cabos que pesam 42 kg?

O interior de um veículo é composto por mais de 1.350 cabos que funcionam como o sistema nervoso e circulatório do corpo humano

0 aos 100 24/02/2019 Curiosidades

O "sistema nervoso" do Seat Ateca é formado por mais de 2,2 quilómetros de cabos, como se fosse "uma coleção de artérias, veias e capilares do corpo humano". Esta eletrónica permite que o nosso veículo responda em milésimos de segundo quando ativamos qualquer uma das suas funções. Aqui conhecemos o sistema circulatório e nervoso de um carro:

- Uma rede elétrica que desenha a sua silhueta: Modelos como o SEAT Ateca têm mais de 1.350 cabos que, colocados em reta, percorreriam mais de 2.200 metros, um comprimento semelhante ao de uma pista de aterragem. Os cabos ramificam-se em mais de 30 circuitos que “garantem praticamente todas as funções de um carro e transferem energia de um lugar para outro, como acontece com o sangue que circula pelo corpo”, afirma Pedro Manonelles, engenheiro do Centro Técnico da SEAT. A parte do painel frontal é a área do veículo onde está concentrada a maior parte da cablagem. Mais de 200 cabos passam por aqui, formando ramos com mais de 4 centímetros de espessura.

- Até 100 sensores e quadros de distribuição: Estes dispositivos, capazes de interagir entre si, funcionam de forma semelhante ao corpo humano. Tal como o cérebro envia um sinal para a mão se mover e esta obedece, este sistema “permite ativar funções como o controlo de estabilidade, a proximidade do estacionamento, os modos de condução, o som ou o detetor de ângulo morto”, explica o especialista.

- Como artérias de cobre: O peso da cablagem de um automóvel como o SEAT Ateca é ligeiramente superior a 40 kg. “O cobre é o material mais utilizado para a condução elétrica, mas a sua elevada densidade, superior à do ferro, obriga-nos a otimizar a sua utilização para reduzir o peso tanto quanto possível”, afirma Manonelles. Além disso, o tamanho de cada cabo também conta e a sua espessura varia de um milímetro a pouco mais de um centímetro.

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- Três anos de desenvolvimento: Este é o tempo que uma equipa de 20 engenheiros leva para definir a rota dos cabos, distribuição de energia e transmissão de dados entre quadros de distribuição e sensores. "Trabalhamos em conjunto com os designers, desde os primeiros esboços até ao início da produção. O desafio é não comprometer o projeto ou a funcionalidade do sistema elétrico", diz o especialista.

- Cabos que protegem: Assistentes como o detetor de ângulo morto são um exemplo de como funciona a eletrónica do automóvel. Quando o condutor opera o indicador esquerdo, um sinal passa da unidade de controlo principal para os radares traseiros em milésimos de segundo. Se houver um veículo no ângulo morto que o condutor não consiga perceber, os radares detetá-lo-ão e serão responsáveis por ativar e enviar uma luz de aviso ao espelho. Graças a este aviso, o condutor sabe quando pode ou não mudar de faixa de rodagem.

A década de 1990 foi uma década chave no desenvolvimento da eletrónica de consumo e o automóvel também evoluiu com circuitos cada vez mais complexos. Hoje, em alguns modelos SEAT, existem mais de 12.000 combinações de cablagem únicas, um número que poderá aumentar no futuro.  

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