Entre 237 carros testados, só três não são fáceis de roubar

Os ladrões conseguem contornar as novas tecnologias e o número de carros roubados tem aumentado

0 aos 100 30/01/2019 Noticias

Os roubos de automóveis já não se fazem a forçar a fechadura e estabelecer uma ligação direta. Os métodos dos ladrões refinam-se na mesma proporção dos avanços da tecnologia. É o que concluiu a ADAC (Deutsche Motorradfahrer-Vereinigung), o maior clube automóvel alemão, que testou 237 modelos equipados com sistema keyless e chegou a uma conclusão, no mínimo, preocupante: só três não se revelaram fáceis de piratear. Todos os restantes contam com chaves facilmente vulneráveis a ataques de hacker’s utilizando dispositivos que facilmente podem ser comprados na internet.

Os chamados “ataques de retransmissão” permitem aos invasores entrar no veículo e arrancar sem ter a chave original do veículo. Só precisam de copiar o sinal transmitido por uma chave keyless (de acesso por aproximação) e ampliam utilizando para isso um outro aparelho para abrir o carro.

O modo é simples: basta que o condutor estacione o carro à porta de casa e que os ladrões, equipados com um amplificador de sinal, sondem o exterior em busca da emissão da chave (que está sempre a tentar comunicar com o veículo). Depois, um dos larápios só tem de abrir a porta de veículo e arrancar. Em alternativa, é possível gravar o sinal e utilizá-lo posteriormente para “roubar” o carro, numa ocasião que seja mais conveniente para os gatunos.

Segundo a ADAC, dos 237 carros, apenas três resistiram aos ataques. Todos os três modelos são produtos da Jaguar Land Rover: Jaguar I-Pace, Land Rover Discovery e Range Rover Evoque. Outros quatro carros foram ou abertos ou ligados sem chave. E os restantes eram “porta aberta” a ataques.

A ADAC alerta os proprietários que devem descobrir através do manual do veículo soluções como desativar o sistema Keyless, se necessário, para evitar intromissão ou roubo.

Veja ainda:

A solução mais simples e eficaz passa por envolver a chave em papel de alumínio (apesar de bastar um pequeno orifício para o sinal sair). Pode ainda meter a chave no congelador (desde que seja de alumínio por dentro e não de plástico), mas esta estratégia não faz bem à longevidade da bateria que alimenta o comando.

Conheça AQUI a lista dos testes da ADAC.

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