Seat testa condução autónoma com o DIANA

Projeto-piloto investiga potencial do automóvel autónomo para a mobilidade urbana e inteligente

0 aos 100 11/12/2021 Noticias

A Seat escolheu o nome Diana, deusa da caça, protetora da natureza e da Lua, para batizar o seu projeto-piloto que aponta ao futuro do automóvel autónomo da marca espanhola. O protótipo de testes tem capacidade de condução autónoma de nível 3 – o que significa que o condutor pode largar o volante para o carro fazer algumas manobras, mas sem desviar a atenção dos acontecimentos.

Foi criado com base num Leon e está equipado com 5 sensores lidar, 5 radares, 6 câmaras, 12 ultrasons e 8 computadores que lhe dão uma visão de 360º. Estes elementos “geram uma grande quantidade de dados do meio à sua volta que são processados em milissegundos e enviados para um módulo onde está a localização”, explica Oriol Mas,  engenheiro de I+D na SEAT S.A..

E acrescenta: “Assim, o automóvel sabe onde está colocado, que obstáculos estão à sua volta e é capaz de decidir para onde tem de ir e de executar autonomamente as ações no volante, travões, acelerador e alteração da mudanças”.

No protótipo DIANA, o condutor entrega o controlo ao veículo, que funciona como chauffeur. Ainda assim, se necessário, o veículo devolve o controlo ao condutor que permanece atento no caso de ter de assumir a condução.

O DIANA aplica três funções: Autonomous Chauffeur, quando em situações de trânsito de baixa velocidade, o sistema assume o controlo para realizar manobras de arranque e paragem, Automated Valet Parking, para procurar um espaço livre e estacionar 100% de forma autónoma, e Summoning.  Esta última funciona através de uma aplicação que gere os pedidos do utilizador para o ir buscar a um ponto específico e o transferir para o destino escolhido.

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O automóvel, de resto, foi testado tanto nas instalações da SEAT S.A. em Martorell como, mais recentemente, num circuito urbano fechado e controlado.

O DIANA alcançou uma autonomia de nível 3 na escala de Sistemas Avançados de Assistência à Condução (ADAS), que vai de 0 a 5. “É importante dar robustez a esta tecnologia, continuar a desenvolvê-la e testar o seu funcionamento para garantir que o sistema é 100% seguro”, diz Mas. À medida que os níveis de autonomia vão aumentando, vão favorecendo a diminuição do número de acidentes e podem ajudar a reduzir os engarrafamentos. “No futuro, um veículo com maior autonomia poderá oferecer e incentivar novos serviços de mobilidade inteligente e descongestionar as grandes cidades e as áreas de mobilidade complexa”, conclui o engenheiro.

ADAS, as chaves de 0 a 5

Os Sistemas Avançados de Assistência à Condução (ADAS) estão classificados em seis categorias, de acordo com o nível de autonomia do veículo:

  • 0: Não há automatização, o condutor controla todas as funções do veículo.
  • 1: O automóvel dispõe de alguns dispositivos auxiliares, tais como a direção assistida ou a autorregulação da velocidade, mas é o condutor que decide se os utiliza ou não.
  • 2: O condutor continua a ser quem controla a condução, mas o sistema pode regular a direção e a velocidade, sempre sob a supervisão do condutor.
  • 3: O sistema controla todos os aspetos dinâmicos da condução (direção, velocidade e meio envolvente) de forma independente, sem que o condutor tenha de intervir. Ainda assim, tem de estar preparado para agir em caso de perigo. O DIANA está inserido nesta categoria.
  • 4: O veículo é capaz de desempenhar as funções de forma autónoma em todas as circusntâncias, de modo a que o condutor possa dedicar-se a tarefas secundárias sem se preocupar que o automóvel lhe devolva o controlo.
  • 5: Automação completa, o condutor deixa de o ser por completo e torna-se apenas num ocupante do veículo enquanto o sistema o substitui em todas as situações e circunstâncias.

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