Ministro do Ambiente quer dar poder às cidades para proibirem carros a gasóleo

João Pedro Matos Fernandes acredita que as autarquias devem poder ter este poder de decisão

0 aos 100 29/01/2019 Noticias

As autarquias portuguesas podem vir a ter poder no futuro para poderem limitar a circulação de carros a gasóleo ou que sejam mais poluentes.

Este é a intenção do ministro do Ambiente e da Transição Energética, que rejeita uma proibição deste tipo a nível nacional. João Pedro Matos Fernandes acredita que as autarquias devem poder ter este poder de decisão.

“Aquilo que faz sentido é que na proxima legislatura seja dada por lei capacidade às autarquias de o poderem fazer, isso é que eu sinto que é importante”, disse o ministro em entrevista à RTP3 na segunda-feira, dando o exemplo do sucedido na Alemanha, onde algumas cidades decidiram limitar o acesso aos carros a gasóleo.

“Eu acho que deve ser dada a uma autarquia a liberdade de poder dizer que o
contingente de automóveis que entram na sua cidade é de tanto, e naturalmente que isso também deve ser filtrado por aquilo que são as emissões que um veículo gera ou sobretudo pelas emissões que um veículo não geral”, destacou João Pedro Matos Fernandes.

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O responsável deixou claro que “não há nenhuma intenção do Governo de ter qualquer tipo de proibição”, destacando o peso que os carros elétricos vão ter no futuro: “a tecnologia elétrica é cada vez mais banal no transporte individual e coletivo”.

Recorde-se que o ministro foi criticado pelo setor automóvel em Portugal, depois de ter dito que “hoje é muito evidente que quem comprar um carro diesel muito provavelmente daqui a quatro ou cinco anos não vai ter grande valor na sua troca”.

Em reação a estas declarações, a Associação Automóvel de Portugal (ACAP) afirmou: “Causa apreensão porque é um membro do Governo. Causa apreensão quando um ministro, digamos, se mete a dizer que um bem perde valor, e quando não deixa o mercado funcionar, que é a regra de um país democrático”, declarou o secretário-geral da ACAP, Hélder Barata Pedro ao Jornal Económico.

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