A Ferrari revelou oficialmente o nome do seu primeiro modelo elétrico, que vai chamar-se Luce, e deixou ver, pela primeira vez, o aspeto do interior do modelo, cuja estreia pública está prevista para a primavera. O Luce marca o início de uma nova fase na história da marca de Maranello, introduzindo a eletrificação sem abdicar da identidade estética e técnica da casa italiana.
O habitáculo do Ferrari Luce afasta-se da tendência de ecrãs de grandes dimensões dominarem o interior dos automóveis elétricos premium. Em vez disso, a Ferrari optou por uma abordagem mais equilibrada, com dois ecrãs digitais de dimensões contidas: um no painel de instrumentos e outro no centro do tablier, ambos orientados para o condutor. A marca procurou manter uma forte presença de comandos físicos, privilegiando botões e controlos mecânicos para uma utilização mais intuitiva e sensorial.

O painel de instrumentos combina tecnologia digital com referências ao passado da Ferrari, inspirando-se nos clássicos mostradores Veglia e Jaeger das décadas de 1950 e 1960. O velocímetro ocupa a posição central, enquanto outros indicadores digitais reproduzem a disposição tradicional de instrumentos como o conta-rotações e o medidor de forças G, acompanhados por informações sobre a mudança engrenada e os modos de condução. O conjunto apresenta ainda detalhes visuais inspirados na relojoaria e nos cronógrafos.
Leia ainda: F80, o novo superdesportivo de 1.200cv da Ferrari
A Ferrari desenvolveu e registou uma patente para o sistema de acionamento das agulhas do painel de instrumentos. Cada ponteiro anodizado é movimentado por um motor elétrico independente, permitindo animações e leituras mais precisas. O vidro utilizado é o Corning Fusion5, um material especial que também está presente na chave do veículo, que muda de cor ao ligar o automóvel.


O volante presta homenagem aos clássicos volantes Nardi de três raios utilizados pela Ferrari nos anos 50 e 60, reinterpretados com uma estrutura em alumínio exposto totalmente reciclável. Todos os comandos estão integrados no volante, à semelhança do que acontece nos monolugares de Fórmula 1 da marca. Graças à utilização de componentes maquinados por CNC, o conjunto é cerca de 400 gramas mais leve do que os volantes usados nos modelos atuais.
O vidro Corning Fusion5 é igualmente aplicado noutros elementos do interior, como a consola central e a alavanca de seleção de modos. O cockpit integra ainda dois pequenos ecrãs OLED sobrepostos no topo do volante, criando um efeito de profundidade visual. O painel de instrumentos encontra-se montado na coluna de direção, acompanhando o movimento do volante, numa solução pensada para melhorar a ergonomia e a experiência de condução.




Com o Luce, a Ferrari prepara-se para entrar na era da mobilidade elétrica apostando num equilíbrio entre inovação tecnológica, herança estética e foco na experiência sensorial do condutor.



































