Dodge Charger elétrico tem caixa de velocidades e até... escape!

Protótipo estreia soluções mais habituais num 'muscle car' a gasolina que num elétrico

0 aos 100 28/08/2022 Noticias

O ronco ameaçador de um enorme motor a gasolina é quase um ícone dos “muscle cars”. Com a eletrificação automóvel, é possível que um desportivo se enquadre com a era dos elétricos? A resposta da Dodge dá pelo nome de Charger Daytona SRT, um protótipo que promete uma aceleração mais rápida do que um Hellcat e um “escape” tão ruidoso quanto o de um Hellcat.

Existem dois detalhes que explicam melhor. Este Dodge Charger é alimentado a eletricidade, o que não significa que dispense da transmissão manual ou do tubo de escape. Obviamente, reinterpretados para um elétrico.

O Charger Daytona SRT não podia ser silencioso. É por isso que os técnicos desenvolveram o escape com câmara Fratzonic, um sistema com patente pendente que, através de uma câmara de amplificação e afinação localizada na parte traseira que consegue gerar um ruído de 126 dB, o equivalente ao que sai pelo escape de um SRT Hellcat.

“O escape com câmara Fratzonic representa a próxima geração tangível, radical e com a atitude de um muscle, criando um som visceral de “matéria escura” em combinação com a transmissão eRupt”, refere a Dodge.

Ao contrário dos tradicionais elétricos, o Daytona SRT estreia uma transmissão multivelocidades eRupt com passagens eletromecânicas que proporciona pontos de mudança distintos, que promete “colar os ombros dos passageiros aos encostos dos bancos”.

Conta ainda com uma função "push-to-pass" designada PowerShot. Ativada pelo premir de um botão no volante, a PowerShot proporciona uma maior potência para uma rápida explosão do poder de aceleração. Outro detalhe que se destaca são os modos de condução, denominados de Slam, Drag, Donut e Drift. Apesar de prometer fazer curvas de lado e fazer ‘derrapagens’, este desportivo tem tração integral.

Em relação ao desenho, o Charger Daytona SRT assume-se como um verdadeiro “muscle car”. É um Charger em todos os detalhes, dispensando o estilo futurista da maioria dos elétricos. Além disso, mantém o chamado R-Wing, um spoiler dianteiro integrado que forma a parte superior da grelha que já era usado pelo Charger Daytona original. As jantes também são originais, com um desenho de turbina.

Também no interior não há quase nada que o distinga como elétrico, para além da instrumentação específica. Os bancos desportivos, o volante, o tradicional comando da caixa de velocidades, um interruptor tipo Lamborghini para a ativação do botão de arranque e, claro, dois grandes ecrãs de 16" para o painel de instrumentos e 12,3" para o sistema de infoentretenimento.

Por último, o nome não é mero capricho. É uma homenagem ao Charger Daytona, o primeiro modelo a atingir 200 milhas por hora (322 km/h) numa pista da Nascar, um marco alcançado nada menos que em 1970.

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