Seat estuda peças feitas a partir de casca de arroz

Protótipos são revestimentos do Leon feitos com Oryzite, um material renovável e sustentável

0 aos 100 27/10/2020 Curiosidades

É o alimento mais popular do planeta, a base de pratos mundialmente famosos e agora... a sua casca também pode fazer parte de um automóvel. Estamos a falar do arroz. Num projeto piloto de inovação baseado na economia circular, a Seat investiga o uso de Oryzite como substituto de produtos plásticos, com o objetivo de reduzir a pegada de carbono.

Esta nova matéria-prima está a ser testada nos revestimentos do novo Leon. “Na SEAT estamos sempre a trabalhar na procura de novos materiais para melhorar os nossos produtos e, neste sentido, a casca de arroz permite-nos uma redução de plásticos e materiais derivados do petróleo”, comenta Joan Colet, engenheiro de desenvolvimento de acabamentos interiores na SEAT.

Os testes consistem na modelagem de algumas partes do automóvel, como a porta do porta-bagagens, o duplo piso de carga da bagageira ou o revestimento do tejadilho com cascas de arroz misturadas com poliuretanos e polipropilenos.

À primeira vista não diferem em nada dos fabricados com tecnologia convencional, mas pesam muito menos. “As peças são mais leves, o que diminui o peso do veículo, reduzindo assim a pegada de carbono”, afirma Joan Colet, acrescentando que “também estamos a utilizar um material renovável, promovendo a economia circular e produzindo um produto mais verde”.

Atualmente, os revestimentos estão a ser analisados ​​para saber que quantidade de casca pode ser utilizada para que sejam cumpridos a 100% os requisitos técnicos e de qualidade. Por exemplo, o duplo piso do porta-bagagens passa por testes de carga em que deve suportar até 100 quilos de peso concentrados num mesmo ponto para comprovar a sua rigidez e resistência. Também passa por testes térmicos, que são realizados na câmara climática, para analisar a sua resistência ao calor, frio e humidade. 

“As exigências técnicas e de qualidade que colocamos na peça não mudam em comparação ao que temos hoje. Quando os protótipos que estamos a fabricar respeitarem estes requisitos, estaremos mais próximos da introdução em série”, explica o engenheiro da SEAT.

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