Centodieci, o Bugatti de 1600cv e 8 milhões de euros (cada)

Nova edição especial em homenagem ao EB 110 da década de 90

0 aos 100 16/08/2019 Noticias

A Bugatti apresentou a sua última obra de arta, o Centodieci. O nome, Centodieci (que significa cento e dez, em italiano), pretende ser uma reinterpretação moderna do Bugatti EB 110, o superdesportivo construído em 1991, antes da era Volkswagen.

Limitada a apenas 10 unidades, o Centodieci tem um preço de 8 milhões de euros, antes de impostos, decididamente mais do que os 2,7 milhões de euros exigidos por um Chiron normal.

O motor é o mesmo do Chiron, ou seja, o imponente W16 com quatro turbocompressores, embora atualizado, para debitar 1.600cv, mais 100cv que no Chiron, que chegam ao asfalto com a ajuda de um sistema de tração integral.

É capaz de acelerar dos 0 aos 100 km/h em 2,4 segundos, de 0 aos 200 km/h em 6,1 segundos e dos 0 a 300 km/h em 13,1 segundos. A velocidade máxima é de 380 km/h, menos 40 km/h em relação ao Chiron. "Não é apenas a velocidade máxima que faz um hipercarro. Com o Centodieci, mostramos que design, qualidade e desempenho são igualmente importantes", defendeu o CEO da Bugatti, Stephan Winkelmann.

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Em relação ao Chiron, o Centodieci é 20 quilos mais leve, graças a elementos como os novos limpa pára-brisas, estabilizadores de carbono e retrovisores exteriores mais leves, o que lhe confere uma relação peso-potência de 1,13 quilos por cavalo. Contudo, é 15 quilos mais pesado do que o Bugatti Divo, que tem uma orientação total para circuitos.

Sobre o desenho, o designer Achim Anscheidt enfrentou o grande desafio de reencarnar um modelo mítico que, curiosamente, levou a Bugatti à bancarrota. "Adotar este visual clássico para o novo milénio sem copiá-lo era tecnicamente complexo", disse Anscheidt. É por isso que o Bugatti Centodieci tem uma infinidade de detalhes que nos lembram de sua inevitável relação com o EB110.

Por exemplo, o pequeno radiador em forma de ferradura, como o modelo original. No perfil vê-se cinco dutos de ar circulares, colocados atrás das portas, e que garantem ar suficiente para arrefecer o motor de 16 cilindros. 

Onde encontramos grandes diferenças é no design das óticas. Por exemplo, os faróis, de novo desenho, são caracterizados por um design muito estreito e por ter luzes LED integradas. As luzes traseiras em formato oval do EB110 foram substituídas por oito luzes duplas independentes que contrastam com as quatro ponteiras, duas de cada lado, uma por cima da outra.

A espetacular asa traseira está permanentemente presa à carroçaria, ao estilo do original EB110 SS, mas é possível ajustar mecanicamente o ângulo de inclinação. E, juntamente com um novo difusor, a Bugatti garante uma força descendente de 90 quilos e um nível de aceleração lateral semelhante ao do Bugatti Divo.

Certo é que o Bugatti Centodieci vai tornar-se, juntamente com os outros modelos do fabricante, um dos veículos mais emblemáticos de todos os tempos, um objeto de adoração que será reavaliado ao longo do tempo e que apenas os verdadeiros fãs do mundo automóvel apreciará a sua história, o motor e a tecnologia empregue.

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