Carro que aprende com os erros é a melhor startup do Web Summit

Tecnologias para carros autónomos distinguidas em Lisboa

0 aos 100 08/11/2018 Noticias

A ‘startup’ inglesa Wayne, que criou um programa para carros autónomos que aprendem a conduzir, foi eleita a melhor da cimeira de tecnologia Web Summit, em Lisboa.

O anúncio foi feito pelo júri do ‘pitch’ (breve apresentação de uma empresa com apenas três a cinco minutos de duração) no palco principal do evento, na Altice Arena, depois da final, entre três companhias de um total de 168 de 40 países que concorreram.

“Tenho a certeza de que todas vão ser grandes empresas e o voto não foi fácil, mas acabámos por não seguir a escolha do público”, disse o presidente do júri, o investidor Tom Stafford, anunciando assim a eleição da Wayve.

Além deste responsável, o júri era composto pelas empresárias Bedy Yang e Holly Liu.

Em sentido inverso, os participantes no evento escolheram, através da aplicação para telemóvel da Web Summit, a ‘startup’ LvL5 (com 46% dos votos), que também usa inteligência artificial para carros autónomos através da colocação de câmaras de vídeo.

Seguiu-se a Factmata (43%), de verificação de informação, e a Wayve (11%).

A Wayve é uma empresa de fase inicial criada por jovens da instituição inglesa de ensino superior Cambridge University, que desenvolveram um ‘software’ com inteligência artificial para aplicar em carros autónomos.

“Teremos uma fase de desenvolvimento da condução autónoma segura […], que durará dois a três anos”, portanto isto será uma realidade “em 2023 ou 2024”, disse o cofundador da Wayve, Alex Kendall, falando aos jornalistas depois do anúncio feito pelo júri do ‘pitch’ (breve apresentação de uma empresa com apenas três a cinco minutos de duração).

Ao contrário de outros programas para condução autónoma, a Wayve não aposta em “câmaras e sensores” porque isso “pode confundir o carro”, focando-se antes “no conhecimento” para fazer com que o veículo “seja capaz de reconhecer o seu ambiente e as decisões que tem de tomar”.

“Essa é a única forma de os humanos confiarem” na máquina, observou.

Questionado sobre os próximos passos no projeto, Alex Kendall estimou estar, juntamente com os outros responsáveis da empresa, “a desenvolver essa tecnologia nos próximos dois anos em Cambridge, no Reino Unido, e a mostrar que funciona”.

“E a partir daí iremos vender os nossos produtos”, adiantou, falando no longo prazo.

Para 2021, o responsável apontou assim testar o programa “em larga escala”, equacionando alargá-lo a outras cidades, como Lisboa ou Porto.

Para já, os testes apenas acontecem no Reino Unido, desde janeiro, e já demonstraram que é possível pôr uma máquina a “aprender do zero”.

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