SUV elétrico da Audi já é oficial. Conheça-o

E-tron troca os retrovisores por câmaras, anuncia 400 km de autonomia e basta-lhe meia hora para carregar de 0 a 80%

0 aos 100 18/09/2018 Noticias

O primeiro elétrico de produção em série da Audi surge como um SUV de dimensões generosas, mas talvez não tanto quanto as imagens deixam imaginar. O e-tron tem um comprimento de 4,90 metros (o Mercedes EQC tem 4,76 metros e o Jaguar I-Pace 4,68 m), o que o coloca entre o SUV tradicionais Q5 e Q7.

Chega no início de 2019, inicialmente com uma edição de lançamento, denominada “edition one” (limitada a 2600 unidades), com detalhes decorativos específicos e equipamento de série reforçado.

O e-tron monta dois motores elétrico, um à frente e o segundo atrás, o que garante um total de 360cv, que pode chegar aos 408 cv por 8 segundos, através de um “Boost Mode”, ideal para completar uma daquelas ultrapassagens mal calculadas, realizar uma manobra de emergência, ou ‘envergonhar’ um veículo similar a gasolina ou a gasóleo.

Acelera dos 0 aos 100 km/h em 5,7 segundos (6,6 com o modo D, sem os 408cv), o que o deixa atrás do Mercedes-Benz EQC (4,8 segundos) e Jaguar I-Pace (5,2 segundos). A velocidade máxima está limitada a 200 km/h.

A bateria, de 95 kWh, oferece até 400 km de autonomia (segundo o novo ciclo WLTP). Está colocada debaixo do habitáculo, pesa 700 kg, e tem uma potência máxima de recarregamento de 150 kW. Pode ser carregado de 0 a 80% em 30 minutos. Para tal, o e-tron tem de estar ligado a um posto de carregamento a 150 kW. A 11 kW são precisas quase 9 horas.

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A Audi diz que o e-tron é o elétrico que mais energia recupera durante as desacelerações (até 299cv), e fâ-lo utilizando os motores, variando a intervenção de cada um deles segundo a situação. Numa descida acentuada, onde possa aplicar o nível de regeneração mais elevado, o e-tron promete ganhar um quilómetro de autonomia em cada quilómetro percorrido.

Tal como no protótipo, o e-tron de produção dispensa de retrovisores na carroçaria (são uma opção). As imagens são recolhidas pelas câmaras e exibidas em dois ecrãs OLED de 7 polegadas, um de cada lado, colocados na zona das portas próxima das saídas de ar condicionado.

A marca acrescenta que o condutor pode alterar configurações via touchscreen, sendo que a imagem pode ser movida, ampliada ou reduzida, sempre de forma a fornecer o campo de visão que melhor serve o condutor.

Os preços para Portugal ainda não foram anunciados, o que deverá acontecer mais próximo do lançamento, no início de 2019, mas em Espanha arrancam nos 82 mil euros.

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