IP3 será uma 'autoestrada inteligente' com Wi-Fi e 5G

Requalificação no IP3 vai demorar quatro anos

Luis Neves 02/07/2018 Curiosidades

O IP3, entre Coimbra e Viseu, vai tornar-se numa das primeiras autoestradas inteligentes em Portugal, contando com uma rede digital de comunicações para facilitar a troca de informações entre os carros e estrada. 

A requalificação do IP3, que esta segunda-feira, será lançada a concurso estará concluída em 2022. “Esta será uma estrada inteligente que passará a ter um sistema de wi-fi e tecnologia 5G para que gradualmente com a capacidade dos veículos possa ser estabelecido um sistema de comunicação entre a infraestrutura e os veículos e as pessoas possam receber alertas em tempo real sobre acidentes na via e problemas de circulação", adiantou o ministro da Infraestruturas, Pedro Marques.

O primeiro concurso de obra para a renovação da estrada será no troço entre Penacova e a Lagoa Azul (Mortágua), a empreitada começa em 2019 ano em que arrancam os outros concursos, num valor total de 134 milhões de euros.

Assim, de acordo com o governante, "todo o IP3 vai ser objeto de uma grande intervenção".

Pedro Marques explica que "o que acontece hoje é o primeiro concurso da primeira das obras integrais que serão feitas nesta via ao longo dos próximos anos. Estamos a falar de uma renovação integral. Cerca de 85%, praticamente a totalidade do IP3 ficará com duas vias para cada lado, tendo perfil de autoestrada, e na quase totalidade do restante teremos duas vias para um lado e uma via para o outro".

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Com estas melhorias, ao longos dos 75 Km, "reduzirá em cerca de 1/3 o tempo de viagem, com muito mais segurança e obras que são comportáveis, que começam agora mas que se podem pagar sem que as pessoas e as empresas tenham que pagar portagens", promete Pedro Marques.

Para já, nos próximos anos a atenção máxima para as obras rodoviárias vai estar no IP3 daí que "tudo o que tenha a ver com obras no IC12 ou ligações com a A13 ou com ligações a alguns concelhos em especial do Pinhal Interior, podem vir a ser feitas numa fase posterior, mas nenhuma delas faria sentido sem esta requalificação", adianta o ministro.

A velocidade de circulação permitida não poderá ultrapassar os 90 quilómetros/hora.

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