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Vai comprar carro novo? Europa prepara aumento que pode chegar aos 2.000 euros

Novas regras vão tornar a compra de um automóvel novo significativamente mais cara a partir deste ano

Novas regras vão tornar a compra de um automóvel novo significativamente mais cara a partir deste ano

A União Europeia prepara-se para introduzir um conjunto de novas regras que irão tornar a compra de um automóvel novo significativamente mais cara a partir deste ano.

Os fabricantes enfrentam já um período particularmente difícil, marcado por margens reduzidas e investimentos elevados em eletrificação e segurança. As novas obrigações impostas pela União Europeia vêm agravar esse cenário, obrigando as marcas a absorver custos adicionais que, inevitavelmente, acabarão por ser repercutidos no preço final pago pelo cliente.

Uma das principais mudanças entra em vigor a 7 de julho de 2026, com a aplicação integral do novo Regulamento Geral de Segurança. A partir dessa data, todos os automóveis de primeira matrícula terão de estar equipados com um conjunto alargado de sistemas obrigatórios, mesmo que os modelos já estejam atualmente à venda. Entre eles estão a caixa negra para registo de acidentes, o limitador de velocidade inteligente (ISA) e sistemas de sensores e câmaras mais avançados para reforçar os assistentes à condução.

O pacote inclui ainda tecnologias como a travagem automática de emergência com deteção de peões e ciclistas, monitorização permanente do condutor e aviso de saída involuntária da faixa de rodagem. A estas exigências soma-se uma alteração estrutural pouco falada: o reforço das zonas de proteção da cabeça dos peões em caso de atropelamento, o que implica modificações físicas na carroçaria.

Vai comprar carro novo? Europa prepara aumento que pode chegar aos 2.000 euros

De acordo com estimativas do setor, estas medidas poderão aumentar os custos de produção entre 1.000 e 2.500 euros por automóvel, o que representa cerca de 10% do preço final em alguns modelos. Os veículos mais pequenos e acessíveis não ficarão imunes e poderão ver as suas gamas reduzidas a uma ou duas versões, ou mesmo desaparecer do mercado.

A partir de novembro de 2026, entra também em vigor a nova norma de emissões Euro 7 para modelos recém-homologados, sendo alargada a todas as novas matrículas um ano depois. Esta regulamentação endurece os limites de emissões para motores a gasolina e diesel e introduz novos métodos de controlo, incluindo a medição de partículas ultrafinas durante as inspeções periódicas.

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Os fabricantes terão ainda de garantir uma durabilidade mínima dos sistemas de controlo de emissões, como catalisadores, filtros de partículas e sistemas SCR, por períodos que podem chegar aos 200.000 quilómetros ou 10 anos, consoante o caso. Caso os valores de emissões ultrapassem os limites definidos, a substituição destes componentes será obrigatória.

Os veículos elétricos e híbridos plug-in também passam a estar abrangidos por novas exigências. As baterias terão de manter pelo menos 80% da capacidade após cinco anos ou 100.000 km, e 72% após oito anos ou 160.000 km. Além disso, surgem limites para o desgaste de travões e pneus, que passam a contar para as emissões totais dos veículos.

Com este novo quadro regulatório, 2026 promete ser um dos anos mais exigentes de sempre para o mercado automóvel europeu, com impacto direto nos preços e na oferta disponível. Para quem pondera comprar carro novo, o tempo pode estar a esgotar-se.