Gasolina desceria 9 cêntimos e gasóleo 1 cêntimo com limitação das margens

Governo aprovou diploma para limitar margens na comercialização de combustíveis

0 aos 100 22/07/2021 Noticias

O Governo aprovou um diploma que permitirá ao executivo limitar as margens na comercialização de combustíveis, algo levaria a uma redução do preço da gasolina em nove cêntimos e do gasóleo em um cêntimo.

Segundo o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, tendo por base os dados publicados num relatório da Entidade Nacional para o Setor Energético (ENSE), e "tomando como rigorosos esses mesmos valores e, o valor do último dia do mês de junho, que é o dia em que o relatório nos foi apresentado, a gasolina baixaria o seu preço em cerca de nove cêntimos e o gasóleo em um cêntimo".

A margem dos comercializadores, no final de junho, era superior em 36,6% na gasolina e 5% no gasóleo à margem média praticada em 2019, de acordo com um estudo da ENSE, divulgado no dia 14 de julho.

"Na quarta-feira, 30 de junho 2021, a margem apurada sobre a gasolina era superior à margem média praticada em 2019 em 0,069 euros (ou +36,62%). No caso do gasóleo, a margem no último dia do mês de junho era 0,01 euros superior à média do ano de 2019 (ou +5,08%)", anunciou a ENSE, que é tutelada pelo Ministério do Ambiente e Ação Climática.

Citando o estudo "Análise da Evolução dos Preços de Combustíveis em Portugal", a entidade que fiscaliza o setor dos combustíveis conclui que, "durante os meses críticos da pandemia, os preços médios de venda ao público desceram a um ritmo claramente inferior à descida dos preços de referência", o que significa que "as margens dos comercializadores atingiram, assim, em 2020, máximos do período em análise".

Na gasolina, a margem dos comercializadores atingiu 36,8 cêntimos por litro (cts/l), em 23 de março, e no gasóleo, 29,3 cts/l, em 16 de março.

As margens brutas para os comercializadores consistem na diferença entre o preço médio de venda ao público e o preço de referência, que é calculado diariamente pela ENSE e que permite determinar o preço do combustível à saída da refinaria.

Já os preços de comercialização resultam da fixação livre do mercado e variam de posto para posto e de marca para marca, esclareceu a ENSE.

A entidade que fiscaliza o setor dos combustíveis realizou uma análise à evolução dos preços e concluiu que "os preços médios de venda ao público estão em máximos de dois anos, em todos os combustíveis", subida que "é mais justificada pelo aumento dos preços antes de impostos e das margens brutas do que pelo aumento da fiscalidade".

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