Miguel Oliveira ficou 'às cegas' no GP de Doha: 'O mostrador ficou negro.'

Português saltou de 12.º para terceiro no arranque, mas uma avaria travou ambição de um bom resultado

0 aos 100 04/04/2021 Desporto

Miguel Oliveira revelou ter ficado limitado com uma avaria no mostrador de informação da KTM durante o Grande Prémio de Doha, no Qatar, na segunda prova do Mundial de MotoGP em que terminou em 15.º.

O piloto natural de Almada explicou que, pouco depois do início da prova, "o mostrador ficou negro" e deixou de ter acesso a informações "como os mapas de motor, a temperatura dos pneus ou o momento de trocar de velocidades".

Na conferência de imprensa após a corrida, Miguel Oliveira explicou que, sem essa informação, "foi difícil fazer a corrida apenas com sensações" e "tornou-se um problema tirar o máximo partido da mota".

"Descobri que estava num mapa de poupança de combustível, que tornava a mota mais lenta, e tornou-se muito difícil de seguir o [sul-africano] Brad [Binder] ou alguém. Não sabia que estava com esse mapa", revelou Miguel Oliveira.

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Miguel Oliveira acrescentou que, devido a essa avaria, "tornou-se uma corrida muito solitária", em que falhou "as mudanças muitas vezes".

"Os limitadores da mota são eletrónicos. Não é como nas outras motas em que sentimos fisicamente os limites. Numa pista como esta é superimportante ter as luzes de mudança de velocidade. Quando se atinge o limite das rotações, não sabemos. Se trocarmos dois décimos de segundo mais tarde, a mota esteve no limite esse tempo e isso acaba por fazer perder velocidade", completou.

O piloto da KTM até começou bem a corrida, saltando do 12.º posto da grelha de partida para terceiro no início da primeira curva logo no arranque, que considerou ter sido "a coisa mais positiva do dia".

"Foi um arranque semelhante ao que temos praticado. Dos 0 aos 200 [km/h] foi num tempo semelhante ao que faço nos treinos. A minha reação às luzes foi boa. Mantive-me focado porque o Brad [Binder] mexeu-se antes de as luzes se apagarem, o que nestas ocasiões faz-nos saltar a partida, mas consegui manter a concentração e foi um bom arranque. Às vezes corre bem porque quando se põe a potência no chão os outros pilotos mexem-se e não sabemos para onde ir. Foi a coisa mais positiva do dia de hoje", sublinhou.

O piloto luso espera, agora, recuperar no Grande Prémio de Portugal, em Portimão, próxima prova do campeonato, a 18 de abril.

"Querer remediar este resultado. Não começamos do zero. Temos uma boa mota base. Os pneus serão mais macios do que no ano passado mas é algo que temos de ultrapassar e fazer o melhor que conseguirmos", rematou.

Após duas provas realizadas, Miguel Oliveira ocupa a 14.ª posição do campeonato, com quatro pontos, a 36 do líder, o francês Johann Zarco (Ducati).

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