Renault Elektro-Clio: Um elétrico antes do seu tempo

Lançado em 1995, o primeiro elétrico da Renault teve 253 unidades produzidas

Miguel Costa 28/01/2018 Curiosidades

Anos 90… As várias crises do petróleo despertavam a sociedade para a premência de serem encontradas alternativas ao ouro preto. A consciência ecológica também começava a estar na ordem do dia. As marcas de automóveis percebiam que chegara a hora de desenvolverem tecnologias alternativas aos motores de combustão. Em 1995, a resposta da Renault foi um Clio 100% elétrico!

Desenvolvido em parceria com a Siemens, o Elektro-Clio foi vendido entre 1995 e o ano 2000, quando a segunda geração do Clio já estava há dois anos no mercado. A exemplo do que acontece hoje com a gama Renault Z.E., o Clio elétrico podia ser adquirido com bateria ou, em alternativa, associado a um contrato de aluguer da bateria.

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As suas capacidades eram limitadas, claro, sobretudo quando comparadas com o que reivindica um 100% elétrico como o atual Renault ZOE. Há mais de duas décadas, o Clio elétrico anunciava uma autonomia de 100 quilómetros a 50 km/h, de 50 km a 90 km/h e de 50 km em circuito urbano.

O Clio elétrico beneficiava de 19 baterias de níquel-cádmio, que obrigavam a uma redução na ordem dos 35% na capacidade da mala. A travagem regenerativa já era uma realidade. Para chegar dos 0 aos 400 metros, eram precisos uns bem discretos 23,2 segundos. Já o quilómetro de arranque era realizado em 44 segundos.

 

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Esteticamente o Clio elétrico era praticamente idêntico à versão equipada com motor de combustão. A diferença mais visível situava-se no painel dianteiro do lado direito, com a existência de uma porta de acesso à tomada que permitia o carregamento das baterias.

No interior, as diferenças em relação a um “vulgar” Clio também eram mínimas. O painel de instrumentos mantinha o velocímetro, mas recebia novos indicadores sobre o carregamento e consumo das baterias. Já a manete de velocidades era substituída por um seletor com três posições semelhantes ao que encontramos num automóvel elétrico de hoje: “Drive”, “Park” e “Rear”.

Como curiosidade, sublinhe-se o facto do sistema de aquecimento do Clio elétrico assentar num pequeno depósito de combustível. Uma solução que só se justificava pela necessidade de não utilizar os recursos das baterias. É que se fossem usadas para aquecer o habitáculo, a autonomia ainda seria mais drasticamente reduzida. Hoje, já há solução para o problema. O Renault ZOE, por exemplo, recorre a uma bomba de calor.

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O Clio elétrico era equipado com um motor elétrico que debitava uma potência máxima equivalente a 30 cavalos. Com tração às rodas dianteiras, pesava 1.215 quilos. O tempo de vida útil das baterias estimava-se em qualquer coisa como 1.500 ciclos de carregamento/descarga.

O Elektro-Clio não foi mais do que uma solução experimental para fins muito específicos. No total, apenas foram produzidas 253 unidades. No entanto, pode ser considerado como uma das primeiras pedras dos atuais Renault elétricos.

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