Sabe quantos litros de tinta são precisos para pintar um carro?

Cada cor, desde a sua criação à aplicação na viatura, atravessa uma viagem de três anos. Conheça todos os segredos

Miguel Costa 24/01/2018 Curiosidades

Quanto tempo demora a pintar um carro? Quantos litros de tinta são precisos? A resposta é dada pela Seat, que decidiu desfzer alguns mitos e revelar os segredos da pintura automóvel. É o caso do desenvolvimento de uma nova cor, desde a sua criação à aplicação na viatura pode demorar algo como três anos. “O nascimento de uma cor começa cá dentro”, revela Jordi Font do departamento Color&Trim da SEAT.

Esta viagem inicia-se com um estudo de mercado e acaba na aplicação da tinta no veículo. E, neste processo, a personalização surge como uma clara tendência de futuro. De seguida, fique a conhecer o que acontece nos mais de 1.000 dias necessários à criação de uma nova gama de cores.

O processo de escolha de uma nova tonalidade começa nos escritórios: uma equipa especializada analisa as tendências de mercado e propõe uma palete de cores para os modelos a lançar. “Além de acompanhar a moda, a criação de uma nova tonalidade é também algo muito intuitivo. É preciso sentir o pulso da rua e entrar no ritmo”, garante Font. Ao todo, na criação de uma nova tonalidade, gastam-se cerca de mil litros de tinta.

A ciência por trás de uma cor

A criação de uma nova tonalidade transforma o ato criativo num exercício puramente químico. No caso da gama cromática do SEAT Arona: “Com a mistura de 50 pigmentos e partículas metálicas diferentes, criaram-se quase 100 variações da mesma cor de forma a ser escolhida a tonalidade mais adequada”, explica Carol Gómez, do departamento de Color&Trim. “As cores são cada vez mais sofisticadas e a personalização assume-se como uma clara tendência”, comenta Font. Um dos exemplos disso está no novo SEAT Arona, que permite escolher entre mais de 68 combinações.

Das fórmulas matemáticas à realidade

Uma vez escolhida, a cor tem que ser aplicada na chapa para confirmar a sua aplicabilidade e o efeito visual final produzido. “Experimentam-se os efeitos visuais, os brilhos e os sombreados em placas de metal expostas à luz solar e à sombra para que se confirme que a cor, quando aplicada, corresponde com o que foi idealizado”, acrescenta Jesús Guzmán, do departamento de Color&Trim.

84 robots pintam o carro

Já na estufa, os automóveis são pintados a uma temperatura entre 21 e 25 graus. Num processo completamente automatizado, 84 robots aplicam 2,5 quilos de tinta, ao longo de seis horas, em cada veículo.

As cabines de pintura possuem um sistema de ventilação semelhante ao que existe nas salas de operações para evitar a entrada de pó do exterior, impedindo assim que assentem impurezas na tinta acabada de aplicar. No total, sete capas de tinta, finas como um cabelo, mas duras como uma rocha, secadas num forno a 140 graus.

Um TAC que observa tudo

Uma vez aplicada, bastam 43 segundos para que se confirme não existir qualquer imperfeição na aplicação da pintura. Os veículos passam por um scanner que verifica a regularidade da pintura e a inexistência de impurezas.

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