Mazda R360 Coupé: a primeira paixão dos japoneses

Em 1960, a marca obteve sucesso imediato com este minicarro, imbatível na classe

0 aos 100 04/03/2020 Noticias

A engenharia de baixo peso, processo que visa encontrar soluções para tornar os carros mais leves, tem uma longa tradição na Mazda, remontando ao seu primeiro modelo de passageiros: o Mazda R360 Coupé.

Com a arquitetura de um pequeno e adorável coupé, o modelo foi lançado há 60 anos, estabelecendo, desde logo, no Japão, uma nova referência entre os microcarros, superando toda a concorrência desde o primeiro dia. Também definiu o ADN da Mazda. Existem, por isso, muitos paralelos entre o passado e o presente.

Pouco conhecido fora do Japão, o Mazda R360 foi um sucesso no seu país de origem. No dia do seu lançamento, em maio de 1960, venderam-se 4500 unidades deste primeiro modelo de passageiros da Mazda, proposta que até ao final desse ano conquistaria quase dois terços do crescente segmento denominado “kei car”, bem como mais de 15% do mercado total doméstico.

Foi um momento de evolução para a Toyo Kogyo, nome pelo qual estava, então, registada a Mazda Motor Corporation. Para o até ali fabricante de veículos comerciais, o modelo representou o início de uma nova era de produção de viaturas não convencionais.

Um best-seller imediato

O R360 não foi o primeiro “kei car” do mercado, mas tornou-se o mais popular, graças ao seu visual, conceção de baixo peso, condução envolvente e preço acessível.

Com 360 cm3, este bloco de 2 cilindros em V desenvolvia uma potência máxima de 16 CV (12 kW), o que não parece muito, mas era suficiente para os magros 380 kg de peso do conjunto. A velocidade máxima de 90 km/h estava adequada à sua classe, sendo mesmo algo excessiva, tendo em conta o estado das estradas japonesas no início da década de 1960.

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O resultado final traduziu-se, não só no veículo mais leve de sua classe, como no modelo de quatro lugares mais leve do mundo. A Mazda analisou todas as possibilidades que permitiram reduzir o peso. No que respeita ao motor do R360, colocado na traseira, os engenheiros optaram por cabeças em alumínio e ligas de magnésio para a carcaça de transmissão e do cárter do óleo. O capô era, também ele, em alumínio, e o óculo traseiro utilizava um tipo de plexiglass, especialmente desenvolvido para o efeito. Por sua vez, a estrutura do tipo monocoque apresentava diversas soluções com vista à redução do peso, bem como níveis de segurança passiva acima da média.

Além do motor a 4 tempos, o R60 destacava-se dos seus concorrentes nas variantes de transmissão: caixa manual de 4 velocidades de série e caixa semiautomática disponível em opção – a primeira caixa com conversor de binário no Japão – quando todos os modelos rivais tinham caixas de 3 velocidades.

Apesar dos custos associados à inovadora engenharia e aos materiais sofisticados, a eficiência de produção permitiu à Mazda propor o R360 a preços baixos, na casa dos ¥ 300.000 para uma versão de caixa manual, o então equivalente a cerca de 800 euros. Simultaneamente atraente e acessível, o R360 dominou o mercado “kei car” desde o dia em que foi lançado.

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