Os 11 piores vícios na estrada

A atitude (ou falta dela) ao volante não favorece especialmente os condutores lusos. Saiba se tem algum dos vícios que aqui identificamos?

Miguel Costa 08/01/2018 Curiosidades

A atitude (ou falta dela) ao volante não favorece especialmente os condutores lusos. Saiba se tem algum dos vícios que aqui identificamos?

Analisando o comportamento de condutores e peões, foi possível fazer apanhado das atitudes mais comuns nos diversos ambientes rodoviários, desde cidade, a estradas nacionais e autoestradas. Num estudo realizado pela Prevenção Rodoviária Portuguesa (PRP), foi concluído que há 11 vícios principais entre os condutores portugueses, que vão da velocidade, à sinalização de manobras, passando pelo respeito de obrigatoriedade de parar num “Stop”.

1. Se é homem, quase de certeza não usa cinto de segurança

Segundo o referido estudo a não utilização do cinto segurança destaca-se sobretudo dentro das cidades e entre os homens. Além disso, só 66% das mulheres e 73% dos homens é que utilizam o cinto nos lugares traseiros.

2. Atravessar fora da passadeira

Não são só os condutores que se portam mal, também os peões o fazem. É especialmente preocupante que 33% das crianças atravessa a estrada fora da passadeira e que cerca de 20% delas o faz fora da passadeira na companhia de um adulto.

3. Luzes fundidas

Um em cada dez carros apresenta pelo menos um defeito na iluminação, de acordo com o estudo. Dos modelos analisados, 5% revelou deficiências nas luzes de travagem.

4. Portam-se mal, sobretudo na autoestrada

Na A1, 64% dos carros observados circulava acima da velocidade permitida. Mas na A2 os valores atingem os 67%. Mas mesmo dentro das localidades, 34% dos automobilistas lusos foi apanhado acima do limite.

5. Mulheres falam mais ao telemóvel

Dos condutores avaliados, 2,5% foram apanhados a falar ao telemóvel enquanto conduziam. As mulheres superaram os homens neste aspeto, sendo é nas autoestradas que se fala mais ao telemóvel.

6. Apenas metade tem a pressão certa nos pneus

Um em cada cinco condutores afirma verificar a pressão dos pneus todos os meses, período considerado tecnicamente como o mínimo aceitável. A juntar a isso, apenas metade dos condutores circula com a pressão dos pneus perto da recomendada. Das viaturas avaliadas, cerca de 3% rola no eixo dianteiro e 4% no eixo traseiro com diferenças de pressão superiores a 30% no mesmo eixo. Este fator poderá tornar perigosas as curvas e travagens.

7. Quase metade não faz “pisca”

As mulheres são as que mais frequentemente indicam para onde querem virar. Curiosamente, é mais comum os condutores “abrirem o pisca” para a esquerda do que para a direita.

8. Quase 2% com álcool acima do permitido

Do levantamento efetuado, foram detetados 1,8% dos condutores a circular com uma taxa de álcool no sangue igual ou acima de 0,5 g/l, sendo que 0,3% apresentou valores acima dos 1,2 g/l, o que é considerado crime. Os que mais destacam são os homens, sobretudo entre os 18 e os 24 anos.

9. 40% passa o vermelho 3 segundos depois

Nos semáforos, quase 40% dos condutores observados passou com o sinal vermelho 3 segundos depois deste “cair”. Nos motociclistas, a percentagem ultrapassou os 60%. Mas também 40% dos autocarros em ambiente urbanos desrespeitam o sinal depois deste mudar para vermelho.

10. Só 15% para no Stop

Dos condutores observados, 85% comportou-se no sinal de Stop como se uma cedência de passagem se tratasse: abrandou, mas não parou, após ver que não vinha ninguém na faixa. Destes, apenas 15% parou o carro. Em contraste, 18% forçaram a entrada, obrigado os que circulavam na via a alterar a sua marcha, reduzir a velocidade ou mesmo a parar.

11. Uso de cadeirinha cai a partir dos 6 anos

As crianças só podem deixar de utilizar cadeirinha ou banco elevatório a partir dos 12 anos ou se tiverem mais de 1,35 metros de altura. Contudo, há cerca de 9% que infringe estas regras, sendo que a partir dos 6 anos a utilização começa a descer significativamente.

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