Chegou o novo Captur: SUV compacto melhora (e muito)

São muitos os quilómetros que separam Lisboa da Serra da Estrela e muitas são as curvas até à Torre, mas a segunda geração Captur promete ser rápida a subir ao topo das vendas em Portugal

0 aos 100 19/01/2020 Noticias

Falamos “só” do terceiro modelo mais vendido em 2019, só superado pelo “irmão” Clio e o Mercedes-Benz Classe A. A segunda geração do Renault Captur já pode ser vista em qualquer “montra” da Renault (leia-se, concessionário) e tivemos oportunidade de conduzi-lo na apresentação nacional, entre Lisboa e a Serra da Estrela (e regresso).

A receita não é muito diferente da aplicada no novo Clio: uma imagem mais atlética (ainda mais SUV), dimensões mais generosas (a pensar na família), condução refinada, mais tecnologia e um interior com enorme atenção ao detalhe (e qualidade superior). Os preços já são conhecidos: a partir de 19.900 euros (19.200 euros na edição de lançamento).

Esteticamente, e ao contrário do que sugerem as imagens, o novo Captur distingue-se facilmente do anterior (o estilo dos atuais Renault está todo lá, mas em moderno), especialmente quando visto de traseira. Tem maior presença, está mais largo, comprido, faróis LED de série à frente e atrás, além de um desenho mais vincado e uma silhueta mais volumosa e musculada, que lhe reforçam a personalidade.

É, de resto, 11 cm mais comprido (atinge agora 4,23 m) e tem uma distância entre eixos 3,3 cm mais generosa (2,639 m), o que se reflete no interior, com mais espaço para “encaixar” as pernas, à frente e trás. Por ser maior, houve preocupações para conter o peso, algo que foi resolvido com um capot do motor em alumínio e tampa da mala em fibra.

Como é por dentro?

No interior, salta à vista a qualidade dos materiais e, especialmente, a atenção dada aos detalhes – esqueça aquela sensação de habitáculo “plastificado” que se vivia no anterior Captur. Agora, existem materiais de melhor qualidade (ao tato e à vista), diferentes revestimentos, e a sensação é de estarmos no interior de um modelo do segmento acima.

O painel de instrumentos é sempre digital com 10 polegadas, para depois o ecrã central vertical de 9,3 polegadas, que é ligeiramente curvo e similar ao utilizado pelo Clio encher o habitáculo. A Renault chama-lhe Easy Connect porque, entre outras funcionalidades, o sistema compatível com Android Auto e Apple CarPlay permite pesquisar fazer pesquisas no Google, aceder a informações de trânsito, entre outros.

Veja ainda:

Já a bagageira cresceu de forma evidente, reivindicando agora 536 litros, substancialmente mais do que os anteriores 455, isto sempre com o banco traseiro avançado. O banco traseiro desliza 16 cm na longitudinal, adaptando-se facilmente às necessidades do dia a dia.

O pequeno SUV pode estar equipado com caixa manual ou de dupla embraiagem (EDC), sendo que neste caso o comando surge montado numa consola suspensa que resulta bem em termos estéticos.

Motores disponíveis

A gama disponível em Portugal é extensa, quase para todos os gostos e “carteiras”, e promete ser reforçada em breve com o lançamento de uma versão híbrida Plug-in (maio) e a GPL (fevereiro).

Para já, estão disponíveis três opções a gasolina e duas a gasóleo. A gasolina, a oferta arranca com o 1.0 TCe (um três cilindros turbocomprimido), com 100 cv e 160 Nm de binário às 2.750 rpm -  mais 10 cv de potência e 20 Nm relativamente ao TCe 90 que substitui.

Além do TCe 100, está disponível o 1.3 TCe de 130cv e 240 Nm, exclusivamente associado a uma caixa automática de dupla embraiagem EDC de sete velocidades, e o 1.3 TCe de 155cv e 270 Nm, igualmente associado à caixa automática EDC de sete velocidades.

A gama Diesel é composta pelo 1.5 Blue dCi que está disponível em duas versões: 95 cavalos e 240 Nm, às 1.750 rpm, e 115 cavalos, 260 Nm, às 2.000 rpm. Os consumos variam entre os 4,7 e os 4,9 l/100 km na versão de 95 cavalos e entre os 4,8 e 5 l/100 km na versão de 115 cavalos.

Como é ao volante?

Disponíveis para ensaio, durante a apresentação na Serra da Estrela, estavam o 1.3 TCe de 130 cv, equipado com a caixa automática EDC, e o 1.5 dCi com 115 cv e caixa manual de seis velocidades.

Os primeiros quilómetros foram feitos ao volante do motor a gasolina de 130cv, um motor que permite um andamento desenvolto e suave (mérito da caixa automática EDC), bem como a eficácia do comportamento. Depois chegaram as curvas da Serra da Estrela, aqui já ao volante do Captur a gasóleo, o poular 1.5 dCi agora com 115cv, onde o Captur demonstrou um comportamento dinâmico entusiasmante. A explicação está na nova plataforma, que oferece ao condutor sensações de condução que o colocam como um dos melhores da categoria, sem prejudicar o conforto.

É certo que o motor a gasóleo demonstra maior “pulmão” para escalar a Serra da Estrela, mas o motor 1.3 TCe não fica muito atrás, muito por culpa da caixa automática, sempre rápida a reagir.

Autonomia de nível 2

Entre as diversas tecnologias utilizadas no novo Captur destaque para o sistema de assistência à condução em trânsito e autoestrada, um sistema que proporciona uma autonomia de nível 2. Todavia, exige que o condutor mantenha as mãos no volante.

O sistema envia um alerta se deixar de detetar as mãos do condutor no volante durante 13 segundos. Após mais dois alertas, o sistema desativa-se de forma automática.

A lista de tecnologia ao serviço da segurança inclui ainda a câmara 360°, o sistema de travagem de emergência ativa com deteção de peões e ciclistas e o alerta de saída de estacionamento, que reforça a segurança durante as manobras de saída de um lugar de estacionamento.

Os preços do novo Captur começam nos 19.990 euros para o 1.0 TCe de 100 cv. Mas existe uma versão de lançamento, limitada a 50 exemplares e recheada de equipamento, a Edition One que custa 19.200 euros. A gama Diesel arranca nos 24.490 euros do 1.5 Blue dCi de 95cv.

Quanto à versão 1.0 TCe a GPL, que chega algures em fevereiro e março, ainda não tem preços definidos, o mesmo acontece com o Captur E-Tech Plug-in, a versão híbrida de ligar à tomada que chega em maio.

Preços novo Captur:

GASOLINA

  • TCe 100, com caixa manual de 5 velocidades: 19.990 € (Zen)
  • TCe 100, com caixa manual de 5 velocides: 21.790 € (Exclusive)
  • TCe 130 FAP, com caixa manual de 6 velocidades: 24.290 € (Zen)
  • TCe 130 FAP, com caixa automática EDC de dupla embraiagem de 7 velocidades: 25.790 € (Exclusive)
  • TCe 130 FAP, com caixa automática EDC de dupla embraiagem de 7 velocidades: 28.790 € (Initiale Paris)
  • TCe 155 FAP, com caixa automática EDC de dupla embraiagem de 7 velocidades: 26.190 € (Exclusive)
  • TCe 155 FAP, com caixa automática EDC de dupla embraiagem de 7 velocidades: 29.190 € (Initiale Paris)

DIESEL

  • Blue dCi 95, com caixa manual de 6 velocidades: 24.490 € (Zen)
  • Blue dCi 95, com caixa manual de 6 velocidades: 26.290 € (Exclusive)
  • Blue dCi 115, com caixa manual de 6 velocidades: 27.190 € (Exclusive)
  • Blue dCi 115,  com caixa automática EDC de dupla embraiagem de 7 velocidades: 28.690 € (Exclusive)
  • Blue dCi 115,  com caixa automática EDC de dupla embraiagem de 7 velocidades: 31.690 € (Initiale Paris)

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