Sindicato dos motoristas de matérias perigosas desconvoca greve

Sindicato desconvoca a greve e ameaça com nova paralisação caso Antram se mostre 'intransigente'

0 aos 100 18/08/2019 Noticias

O Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP) desconvocou a greve que dura desde segunda-feira, dia 12. O anúncio foi feito no final de um plenário que reuniu os motoristas este domingo e que durou cerca de três horas.

"Tendo em conta que estão reunidas as condições para podermos negociar com a Antram e com o Governo, foi deliberado hoje, aqui no nosso plenário, desconvocar a greve", disse Pedro Pardal Henriques à saída da reunião.

O plenário teve início pelas 16:00, em Aveiras de Cima (Lisboa), depois de ter falhado um acordo mediado pelo Governo numa reunião que começou na sexta-feira à tarde e que durou cerca de 10 horas, tendo terminado na madrugada de sábado.

Francisco São Bento, presidente do Sindicato, acrescentou que uma nova greve pode vir a ser convocada, caso a Antram "demonstre uma postura intransigente na reunião do próximo dia 20 de agosto".

O Governo confirmou hoje que irá realizar-se uma reunião na terça-feira, 20 de agosto, entre o sindicato dos motoristas de matérias perigosas (SNMMP) e a associação patronal (Antram).

A direção do SNMMP está desde já mandatada para "continuar a desencadear todas as diligências consideradas adequadas à defesa dos motoristas de matérias perigosas, incluindo o recurso à medida mais penalizante, nomeadamente a convocação de greves às horas extraordinárias, fins de semana e feriados", disse o dirigente sindical.

Francisco São Bento leu ainda um conjunto “de considerandos” aprovados pelos motoristas e lidos no final do plenário.

No documento, os motoristas consideram que a Antram (Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias) “recusou ceder um milímetro face à sua proposta inicial, rejeitando uma proposta de compromisso” articulada, no dia 16 de agosto, pelo Governo e sindicato, “não alterou substancialmente a sua posição intransigente” e mostrou falta de interesse em reunir hoje”, antes de plenário.

Os considerandos estendem-se também ao Governo, que o SNMMP afirma ter restringido e tentado “eliminar o direito à greve dos motoristas e, consequentemente, dos portugueses”, determinando serviços mínimos “com o único objetivo de proteger as empresas” associadas da Antram.

O sindicato acusa também o Governo de usar as Forças Armadas e as forças de segurança “em proveito das empresas” associadas da Antram que, “comprovadamente, tem demonstrado desejar que a greve se mantenha por tempo indeterminado”.

Na lista de considerandos, o sindicato ressalva não nunca ter estado “interessado em prejudicar os portugueses” com a paralisação que decorria desde o dia 12, mas vinca que os motoristas “têm direito a lutar por condições de trabalho minimamente dignas”.

Por isso, refere o documento aprovado, os motoristas consideram “imperativo demonstrar à Antram que não irão abdicar do que é seu por direito”, apesar da desconvocação da greve para que possa realizar-se a reunião negocial a reunião que decorrerá na terça-feira, pelas 16:00, no Ministério das Infraestruturas e Habitação.

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