Novo Wrangler com menos 100kg e uma espécie de híbrido

Último dos jipes 'puros e duros' está mais moderno, mas sem perder as característicos que fizeram dele um símbolo

Miguel Costa 30/11/2017 Noticias

O Wrangler está para a Jeep como o 911 para a Porsche e o Golf para a Volkswagen. É o seu modelo mais icónico e qualquer alteração tem de ser feita como uma evolução e nunca como uma revolução, pelo menos esteticamente.

É o que acontece com a geração agora mostrada do Wrangler, que a própria Jeep descreve como “um carro totalmente novo” e “melhor em tudo”: potência, equipamento e até mesmo nas capacidades fora de estrada. Mas sem perder o seu estilo muito característico.

“A ter perdido alguma coisa, o novo Wrangler só perdeu mesmo peso”, comentou o director-geral da Jeep, Mike Manley. E de facto perdeu peso e muito. 100 kg ao todo, que o deixam significativamente mais eficiente.

A dieta resulta da adopção de uma nova estrutura, fabricada com aço de maior resistência e rigidez, a que se juntam depois painéis da carroçaria em alumínio, além de portas, moldura do pára-brisas e o portão traseiro, em materiais ultraleves.

Por fora o estilo é o (re)conhecido Wrangler, embora modernizado, evidente no pára-brisas mais alto e também mais fácil de rebater (antes, era preciso retirar 28 parafusos). As alterações estenderam-se à grelha frontal e às ópticas dianteiras, sem esquecer o pára-choques dianteiro.

Em comparação com a anterior geração, o novo Wrangler apresenta o eixo dianteiro avançado em cerca de 3,8 cm (para integrar a nova caixa automática de oito velocidades), ao passo que o eixo traseiro foi recuado em 2,5 cm, no caso da carroçaria de duas portas, e em 3,8 cm, na de quatro portas. O objectivo foi o de melhorar a habitabilidade.

Como tejadilho, passam a existir três opções: uma capota rígida com painéis removíveis; uma capota de lona, de instalação e remoção manual mais fácil; e uma segunda capota em lona.

No interior, a Jeep garante uma melhor qualidade dos materiais e acabamentos, além de tecnologia, destacando-se um sistema de infotainment com ecrã de 7 e 8,4 polegadas. A consola central é agora mais larga e iluminada, tendo capacidade para acomodar até cinco smartphones, entrada USB e espaço suficiente para um iPad.

Quanto a motores, destaque para um quatro cilindros 2.0 litros turbo, com 268 cv e 400 Nm que pode ser visto como uma espécie de híbrido, já que conta com um sistema eléctrico de 48V. Este modelo só está disponível com uma caixa automática de oito velocidades. A gama fica completa com um indispensável V6 de 3,6 litros de 285 cv e 353 Nm de binário.

Para mais tarde, a Jeep tem prevista a introdução de uma opção diesel V6 de 3 litros de cilindrada, 264cv e 600 Nm que estará ligado exclusivamente a uma caixa automático de 8 velocidades e unicamente para as carroçarias de quatro portas. Escusado será dizer que será um motor mais penalizado fiscalmente em Portugal, colocando o Wrangler (novamente) fora do alcance da maioria dos portugueses.

Também já confirmado é que o novo Wranger terá uma versão híbrida Plug-in (de ligar à tomada), que será lançada algures em 2020.

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