Miguel Oliveira ficou a apenas 1,284 segundos de pontuar na estreia em MotoGP, categoria rainha do Mundial de motociclismo de velocidade, no circuito de Losail, em Doha, no Qatar.
O piloto português terminou na 17.ª posição do Grande Prémio do Qatar, a 16,377 segundos do vencedor, o italiano Andrea Dovizioso (Ducati). No entanto, ao longo das 22 voltas da corrida, Miguel Oliveira mostrou ter ritmo para lutar por um lugar perto dos dez primeiros classificados.
Contudo, o Oliveira, que tinha do 17º lugar na grelha, começou por ter problemas logo no arranque, pois "o motor parou na grelha de partida", e obrigou-o a arrancar de último, algo que não o atormentou, uma vez que apenas na primeira volta subiu até 15.º, o primeiro lugar que proporciona a conquista de pontos para o campeonato.
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Com o passar das voltas, Miguel Oliveira foi ganhando posições, chegando a passar por breves instantes pela 12.ª, na décima volta, antes de ser novamente ultrapassado pelo espanhol Pol Espargaró (KTM).
Nas últimas três voltas, no entanto, o piloto português baixou o ritmo, descendo até ao 17.º posto, em que concluiu a prova de estreia na classe rainha do motociclismo mundial.
"O motor foi abaixo na grelha por isso tive de regressar ao pitlane e começar da última posição, mas seja como for, isto não afetou a nossa corrida em nada", contou o piloto de Almada.
"Tive um bom arranque e uma boa primeira volta. Estava a tentar continuar no grupo com o Aleix Espargaró e o Taka Nakagami depois de sete, oito voltas, e senti uma quebra na tração do pneu, passei a derrapar muito com a vibração na traseira, e sinceramente pensei que o pneu ia explodir", acrescentou.

Na frente, viveu-se uma última volta de ‘cortar a respiração’, com o espanhol Marc Márquez (Honda) a atacar por duas vezes a liderança de Dovizioso, conquistada logo na partida, mas o italiano respondeu sempre, vencendo por apenas 0,023 segundos.
"Foi tal e qual como no ano passado", lamentou Márquez, que apenas venceu por uma vez no Qatar, em 2014.
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Dovizioso explicou que "não tinha referências", por ter estado sempre sozinho na frente: "No final, vi que o Marc [Márquez] estava com problemas no pneu de trás e dei o meu máximo, pois ele nunca desiste", concluiu o primeiro líder do Mundial de MotoGP, com 25 pontos.
A segunda prova do Campeonato do Mundo de motociclismo de velocidade é o Grande Prémio da Argentina, que se realiza em 31 de março.
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