Miguel Oliveira: 'Agora, já não vejo Rossi ou Márquez como um monstro que não conseguirei bater'

Aos 23 anos, o piloto português vai estrear-se no MotoGP e defrontar alguns dos seus maiores ídolos

0 aos 100 21/12/2018 Desporto

Miguel Oliveira vai estrear-se no MotoGP em 2019, um objetivo e um sonho realizado, mas que é só o início de mais uma etapa (talvez a mais importante) na sua carreira.

“Chegar ao MotoGP é difícil por si só; agora, manter-me lá em cima é que vai ser o derradeiro desafio”, admitiu Miguel Oliveira em entrevista ao “Grande Entrevista” da “Sport TV” confessando-se “muito orgulhoso por ter lá chegado por mérito próprio.”

A estreia no MotoGP está marcada apenas para março e o piloto português assume que já se imagina integrado na elite do motociclismo, onde vai defrontar os seus maiores ídolos.

“Agora, já aceito as coisas melhor até porque já tenho outra maturidade. Agora, já não vejo o [Valentino] Rossi ou o [Marc] Márquez como um monstro que não conseguirei bater. Somos todos humanos e somos todos rivais quando a luz apaga”, afirmou o piloto da Charneca da Caparica.

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Sobre objetivos para 2019, Oliveira salienta que “é preciso entender as circunstâncias" em que ele e a Tech 3 se encontram: “Acabei de chegar ao MotoGP como piloto estreante, falta-me aprender [com] a mota. A equipa também está a tocar na mota pela primeira vez, com uma mentalidade japonesa, [pois] trabalhou muitos anos com outro construtor [Yamaha] que não este.”

“Neste momento, temos de ligar todos os pontos e fazer com que tudo isto seja funcional ao longo da época. Primeiro, temos de entender qual é a limitação da mota, tentar perceber até onde podemos chegar com ela e, [a partir] daí, traçar um objetivo para que não se crie falsas expetativas que não poderão ser cumpridas”, explicou.

O piloto português acrescentou ainda que “as expetativas não são muito altas”, pois, “a equipa deixa tudo em aberto”.

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