Mercedes-AMG One atrasado por causa do ralenti

Mercedes-AMG terá subestimado os desafios de levar um motor de F1 para a estrada

0 aos 100 06/11/2018 Noticias

A Mercedes-AMG tem em mãos um dos projetos mais ambiciosos que a indústria automóvel já conheceu: levar para a estrada um motor de Fórmula 1 através do Mercedes-AMG One. Falamos de um projeto que está a encorajar outros construtores, como a Aston Martin, por exemplo, mas que ofere um grau elevado de dificuldade, como evidenciado pela odisseia vivida pela AMG. É oficial, o Mercedes-AMG One tem o lançamento atraso em não menos de 9 meses.

A combinação de componentes e tecnologia utilizados na Fórmula 1 e um superdesportivo de estrada não é algo fácil de alcançar, mas a AMG encontrou um desafio complexo de resolver: o ralenti do motor V6 Turbo oriundo diretamente da F1.

Segundo Tobias Moers, o responsável pela AMG, “utilizar motores de F1 acarreta alguns problemas, especialmente agora que as normas para as emissões são particularmente apertadas”.

Os motores de F1 têm muito pouca inércia, para subirem de rotação rapidamente e conseguirem atingir altos regimes, o que faz parte da sua magia, “mas na F1 um motor girar às 4.000 ou 5.000 rpm ao ralenti não é um problema, pois apenas acima deste regime revelam a necessária estabilidade”, recorda Moers.

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Acontece que é impensável circular na cidade com um carro que, ao ralentir já grita às 5.000 rotações. “Tivemos de baixar o regime para as 1.200 rpm. Contudo, a esta rotação, o motor fica com um trabalhar irregular, o que gera emissões igualmente irregulares”, admite o homem da AMG.

Questionado se os 275 clientes que já pagaram cerca de 3 milhões de euros pelo AMG One não estarão à beira de um ataque de nervos, Moers responde que os “clientes preferem isso a receber um carro com problemas”.

O que parece certo é que o One será capaz de precisar de menos de 6 segundos para cumprir os 0-200 km/h e superar os 350 km/h de velocidade máxima, números que só deverão ser confirmados mais próximo do seu lançamento. Na lista dos futuros proprietários encontra-se um português que pagou cerca de 3 milhões por um dos 275 exemplares que serão produzidos.

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