Novo Porsche 911 levado ao extremo

0 aos 100 05/11/2018 Noticias

A Porsche continua determinada em aperfeicoar aquele que promete ser o melhor 911 de sempre, a oitava geração (911 992), que chega já, no inicio de 2019.

Assim, os protótipos do novo modelo estão a ser testados ao limite em várias localizações e em diversas circunstâncias: em zonas climáticas com grandes diferenças de temperatura até 85º, em alterações de altitude de mais de quatro mil metros, em congestionamentos de tráfego em metrópoles e definindo novos recordes em pista.

«Em adição à sua fantástica performance, é a versatilidade diária do 911 que sempre o colocou numa classe própria», comenta Andreas Pröbstle, Gestor do Projeto 911, que acrescenta: «É por isso que testamos o veículo sob todas as condições, em todos os tipos de clima e regiões. A transmissão dos veículos deve funcionar sem falhas, assim como os seus fluidos, sistemas, processos operacionais e ecrãs. Esta é a única forma de termos certeza de que o veículo é capaz de viajar através de todas as regiões do mundo sem falhas».

O teste começa por focar-se nas áreas tradicionais de conhecimento para a Porsche, como as de chassis e motor, as quais foram ainda mais desenvolvidas para elevar tanto a performance como a versatilidade diária. Adicionalmente, existem testes funcionais e testes de stress para todo o novo conceito de operação no habitáculo, assim como para os instrumentos e ecrãs. Os novos sistemas de assistência à condução e a conectividade alargada também devem ultrapassar os desafios da extenuante maratona de testes: o Porsche Connect difere de país para país, por isso, testar o seu funcionamento e operacionalidade exige um elevado número de recursos.

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Por exemplo, em locais quentes, tais como os Estados do Golfo no Médio Oriente ou o Death Valley nos EUA, o ar condicionado, a gestão térmica e o comportamento da combustão necessitam de passar testes funcionais até 50 graus Celsius – então, os componentes interiores não podem expandir ou contrair e fazer ruídos quando expostos ao calor, por exemplo.

Nos 35 graus negativos Celsius da Finlândia, os testes focam-se no arranque a frio, aquecimento e ar condicionado, tração, dinâmica e travagem, assim como velocidade de resposta dos sistemas de controlo relacionados como a dinâmica de condução.

As sinuosas e exigentes estradas na área do Círculo Ártico Europeu oferecem condições ótimas para testar um automóvel desportivo, enquanto as provas de resistência viram o novo 911 a acelerar por entre as estradas chinesas e circuitos numa estrutura de tráfego típica daquele país, assim como a provar que circulam com fiabilidade mesmo com combustíveis cuja qualidade varia imenso.

O Nürburgring é historicamente parte integrante dos rigorosos testes do programa de desenvolvimento da Porsche. O motor, a transmissão, os travões e o chassis devem provar ser capazes de cumprir as exigências do circuito.

Em Itália, os carros de teste são conduzidos no anel de velocidade de Nardo, onde o foco não está apenas na velocidade máxima, mas também no arrefecimento e comportamento dinâmico.

Até agora, os automóveis de teste foram conduzidos durante cerca de três milhões de quilómetros, no total.

Uma componente menos espetacular dos testes, mas não menos importante, é testar num ambiente orientado para o cliente numa utilização diária em estrada pública, em cidade e campo por entre a Alemanha. Esta parte dos testes vê também quilómetros significativos a serem percorridos, ao mesmo tempo que cumpre as regras de trânsito, de modo a assegurar que todo o veículo e os seus sistemas são duráveis e capazes para uma utilização diária.

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