Quilómetros adulterados: entre 30 a 50% dos carros vendidos foram manipulados

Eurodeputados querem medidas para evitar a manipulação dos quilómetros dos automóveis usados

0 aos 100 06/06/2018 Noticias

A conclusão é da União Europeia: entre 30 e 50 por cento dos quilómetros dos carros usados vendidos na União Europeia foram manipulados, afetando negativamente os consumidores, a segurança e o meio-ambiente.

Face a esta situação, os eurodeputados estão atualmente a estudar medidas mais rigorosas para travar a manipulação dos quilómetros, manipulação que entre outras consequências negativas provoca um aumento artificial do valor das viaturas entre 2000 e 5000 euros.

Segundo o eurodeputado Ismail Ertug, "entre 5% e 12% dos carros usados ​​nos países da UE, e entre 30% e 50% dos vendidos" através de operações entre países membros foram adulterados.

A probabilidade de comprar um carro importado com a quilometragem adulterada varia entre os diferentes Estados-Membros, podendo chegar a 80 por cento.

A União Europeia está por isso a considerar uma série de medidas, que passa pela criação de bases de dados nacionais que recolhessem as leituras de quilometragem de todos os carros da UE e a troca de informação obrigatória entre Estados-Membros. O “Car-Pass” na Bélgica e o “Nationale AutoPas” nos Países Baixos são dois dos exemplos.

Outra medida em cima da mesa é o reconhecimento da manipulação dos conta-quilómetros como uma infração penal em toda a UE. Atualmente, esta prática está proibida em 25 Estados-Membros - Portugal é uma das exceções - mas a sanções variam (desde dois anos de prisão em França a uma multa de 226 euros na Eslováquia).

Por último, a União Europeia pretende o registo regular das leituras da quilometragem dos veículos durante as inspeções técnicas e a integração de soluções tecnológicas pelos fabricantes de automóveis. A tecnologia blockchain é uma das medidas possíveis.

A manipulação dos quilometros significa custos adicionais para os consumidores, não só porque pagam mais do que o carro realmente vale, mas também porque têm que fazer frente a despesas inesperadas de manutenção e reparação. Além disso, este tipo de fraude coloca nas estradas veículos menos seguros, que tendem a ser também mais poluentes.

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