O mundo VIP dos ralis

O 0aos100 viveu por dentro uma etapa com todas as mordomias, que o ACP vende por valores que podem ir até aos 1.000 euros. São bancadas e refeições completas no meio da montanha

Luis Neves 20/05/2018 Desporto

Esqueça as longas caminhadas pelos troços, a longa e complexa procura pelo melhor lugar por entre pedras e vegetação, as sandes rápidas ou as pedras como bancos nos tempos de espera pelas máquinas. O Rally Pass para o Rali de Portugal transforma toda a experiência de uma prova como o Rali de Portugal. Mas tem preço. O 0aos100 viveu por dentro uma etapa com todas as mordomias, que o ACP vende por valores entre 50 e cerca de 1.000 euros. São bancadas e refeições completas no meio da montanha.

O convite foi feito pela Toyota, que estava longe de imaginar a desilusão que seria a edição de 2018 do Rali de Portugal, especialmente depois da vitória de Ott Tanak, no Rali da Argentina.

A experiência, que surge no ano em que a Toyota assinala 50 anos em Portugal, era simples: ver as duas passagens no troço de Amarante, com direito a transporte até aos locais e um almoço de dois pratos pelo meio. Um verdadeiro dia de luxo no Rali de Portugal, apenas possível devido aos Rally Pass, uma descoberta recente que se transformou em fonte de receitas para o organizador e é particularmente apreciada por empresas, estejam ou não ligadas à competição, como acontece com a marca nipónica.

Os Rally Pass custam desde os 50 euros para um acesso diário sem direito a almoço, passam pelos 90 euros, em Fafe, com a refeição incluída, ou por quatro dias com refeições, por 460 euros, terminando no Pass Gold, de rali inteiro e com dormidas incluídas, por 990 euros.

O 0aos100 acompanhou a visita organizada pela Toyota, que levou os seus convidados ao troço de Amarante por um trajeto só divulgado a quem tem Rally Pass, pois o local é exclusivo de quem paga. O local tem bancadas, WC, ecrã gigante, bares e uma gigantesca tenda para os que têm direito a almoço, servido entre as duas passagens dos concorrentes.

A experiência terminou com a visita ao WRC Village e ao Service Park da Toyota Gazoo Racing, onde ficamos a conhecer os bastidores de uma equipa oficial do WRC. Foi possível aceder ao espaço de refeição dos elementos da Toyota Gazoo Racing e perceber como tudo funciona sempre que a assistência é chamada a intever em qualquer um dos três carros oficiais.

Apesar dos abandonos de Ott Tanak e Jari-Matti Latvala logo no primeiro dia de competição (Latvala ainda regressou ao abrigo das regras Rally 2), Esapekka Lappi conseguiu levar o Yaris WRC número 9 ao quinto lugar final. A vitória foi para Thierry Neuville, em Hyundai i20 WRC.

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