Mercedes-Benz assume defesa do gasóleo. Porquê?

“Melhorar o Diesel é melhor que bani-lo”, defende

Luis Neves 17/04/2018 Noticias

Com os motores a gasóleo a ser apontados como a origem de todos os males, mercê de sucessivas campanhas destacando os seus possíveis malefícios, nomeadamente ambientais, a Daimler, empresa dona da Mercedes-Benz, veio a público assumir a defesa desta solução. Recordando, por exemplo, o seu papel na indústria para o cumprimento das regras das emissões e, como tal, devem continuar a ser uma opção.

Em comunicado, com o título “Melhorar o Diesel é melhor que bani-lo”, a Daimler insiste que, como fabricante de veículos, "tem a responsabilidade de encontrar soluções para a mobilidade individual, protecção do clima e ar limpo”. Lembra ainda que desistir agora do Diesel seria "um enorme erro, por razões ambientais e económicas".

A empresa alemã sublinha ainda que os motores diesel modernos têm ainda uma vantagem indiscutível sobre os motores a gasolina quando se trata de emissões de CO2, e que as atualizações de software podem fornecer soluções rápidas e eficazes para melhorar as emissões de óxido nitroso dos motores a diesel.

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Refere ainda que está a trabalhar numa nova linha de motores Diesel que poderá funcionar "significativamente abaixo do valor limite laboratorial de 80 mg/km em situações reais de condução".

Mais. A Daimler aproveitou para condenar as proibições de trânsito impostas na Alemanha, ao afirmar que era contra as proibições que restringiam a mobilidade, dizendo que não se justificavam, e que os níveis de poluição poderiam ser reduzidos por outros meios.

Apesar de defesa do Diesel, a Daimler não esqueceu os carros elétricos - uma direção que praticamente toda a indústria automóvel está a seguir a passos largos. Começa por salientar que até 2025 os carros elétricos custarão aproximadamente o mesmo que um carro com motor de combustão convencional, e que pretende investir quase nove mil milhões de libras no seu desenvolvimento, o que fará com que cada modelo tenha pelo menos uma opção elétrica. Também confirmou que, nos próximos dois anos, a Smart vai tornar-se na primeira marca convencional a eletrificar toda a sua gama.

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