Renault vai substituir 1.5 e 1.6 dCi por 1.7 dCi

Novo motor terá potências entre os 120 e os 160cv

0 aos 100 12/02/2018 Noticias, Noticias

Surpresa: a Renault está a desenvolver um novo motor turbodiesel destinado a substituir dois motores de uma só vez, o 1.5 dCi e o moderno 1.6 dCi. Terá 1.7 litros, chega ainda no decorrer de 2018, e terá potências entre os 120 e os 160cv.

De recordar que o mais antigo 1.5 dCi surgiu em 2001 (há 17 anos), equipado com um pequeno turbocompressor e a primeira geração do sistema Common Rail com injetores que funcionavam com uma pressão máxima de 1400 bar.

Conhecido como "K9K", este motor veio substituir o antigo motor de 1,9 litros com 65 e 70cv. Poucos anos depois, em 2005, surgiu o "K9K THP" equipada com um turbo de geometria variável, a segunda geração do sistema de injeção direta e injetores piezoelétricos de solenóide com uma pressão de 1600 bar, permitindo potências máximas de 100, 105 e 110cv.

Embora este motor ainda seja utilizado em alguns modelos, a chegada, em 2011, do moderno motor 1.6 Energy dCi 130, com 130cv, tirou-lhe o protagonismo no catálogo de motores. Conhecido como "R9M", o dCi 130 conta com um turbocompressor de geometria variável capaz de controlar o ar nas câmaras de combustão dependendo das condições de utilização do motor, injetores de solenóide de sete orifícios capazes de gerar injeções múltiplas para controlar a combustão e a regeneração do filtro de partículas, uma válvula EGR de alta pressão para reduzir o óxido de nitrogénio, Stop & Start e o sistema ESM (Energy Smart Management) para a recuperação de energia na travagem.

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Existe uma versão mas potente deste motor, o "1.6 dCi Twin Turbo", com uma potência máxima de 160 cv, mais 30cv que o motor base, conseguido com um turbo de baixa inércia para proporcionar uma resposta imediata – o binário é de 380 Nm e 90 por cento está disponível a partir de apenas 1.500 rpm, enquanto o segundo turbo é dedicado aos altos regimes e que adiciona uma maior pressão de injeção a 1800 bar, filtro de partículas Nox, entre outras tecnologias.

A nova aposta é muito mais avançada do que os dois atuais motores que, apesar de cumprirem com as exigentes regras de emissões Euro 6d, a intenção da Renault é superar a concorrência na medida do possível.

Conhecido internamente como "R9N", o novo bloco dCi de 1.7 litros tem uma capacidade cúbica de 1.698 centímetros cúbicos e será capaz de debitar potências de 120, 150 e 160 cavalos, graças a toda a tecnologia do anterior, à otimização de alguns componentes e a adição de um catalisador SCR seletivo com um depósito AdBlue, tornando-se o primeiro propulsor no mercado a superar o futura norma de emissões Euro 7 que entrará em vigor entre 2020 e 2021, uma norma que, de acordo com a marca francesa, poderá reduzir a metade os limites de produção de NOx para 40 miligramas por quilómetro.

Este motor, que poderá ser associado a uma caixa manual de seis velocidades e automática de dupla embraiagem de igual número de relações, e que poderá ter ainda uma variante de 200cv, estara disponível no Mégane, Kadjar, Scénic e Grand Scénic e Talisman. De fora ficam Clio e Captur, que, em breve, deixarão de ter motores diesel, uma tendência que começa a ser adotada por várias marcas.

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