Seat testou tecnologia do novo Leon no Alqueva, um dos lugares mais escuros da Europa

Foram precisas 800 horas no escuro para testar os faróis e luzes traseiras do novo Leon

0 aos 100 06/12/2020 Curiosidades

A reserva Dark Sky Alqueva, em Portugal, é um lugar único na Europa para contemplar nebulosas e constelações, como a de Orión. Um reino de escuridão em que os engenheiros da equipa de iluminação da Seat se sentem como peixes na água. Em zonas como esta, as mais escuras do planeta, observam o comportamento de outro tipo de constelações, as que compõem os faróis e as luzes traseiras que desenvolvem para modelos como o Leon.

"Mais uma vez comprovámos que a iluminação que desenhámos para a quarta geração se adapta perfeitamente à estrada graças ao alcance e largura dos faróis e ao contraste e definição das suas luzes traseiras", explica Carlos Elvira, Responsável de desenvolvimento da Iluminação e Sinalização da SEAT.

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A equipa de engenheiros trabalhou cerca de 2.500 horas no desenho dos grupos óticos de 4ª geração do Leon. E durante outras 800 foram testados no escuro, quer no túnel ótico, no qual se recriam as condições de condução noturna, bem como as das estradas dos quatro pontos cardeais.

"Testar em climas extremos é essencial para nós. Em áreas quentes para verificar a funcionalidade eletrónica e nas frias para validar as distribuições óticas nas acumulações de gelo", diz Carlos Elvira ao colocar marcadores na margem de uma das estradas da zona, deixando um metro entre eles. Com este teste certificam-se que uma luz de crossover tem o alcance desejado, neste caso, de 70 metros.

Além da sua potência e maior flexibilidade de onde, como e quando dirigir o feixe de luz, o LED destaca-se por ser muito mais branco do que o das tecnologias de iluminação anteriores. Com uma temperatura de cor de 5.000 graus Kelvin é muito mais parecido com o do espectro solar. "Isto permite-nos identificar melhor a forma e a cor dos objetos que encontramos à noite na estrada, mesmo em zonas tão escuras como o Alqueva e que nos permite sempre uma maior capacidade de antecipação em qualquer circunstância que possamos encontrar", diz Magnolia Paredes. 

Uma das chaves para melhorar a segurança ao volante é a rápida reação desta tecnologia de iluminação. Um díodo LED responde 150 milissegundos mais rápido do que uma lâmpada incandescente. Isto permite, por exemplo, que circulando a 120 km/h o condutor que nos segue veja a luz do travão a 5 metros. E no interior, o arco que ilumina a parte superior do tablier também está associado a uma importante função de segurança.

"Os sinais luminosos juntam-se à acústica para alertar, por exemplo, que temos uma porta mal fechada ou se um veículo se aproxima por trás quando nos propusemos sair do carro", explica Magnolia Paredes.

Para os dois engenheiros, o arco de luz envolvente no interior é uma das expressões máximas do ponto de inflexão da tecnologia LED. "Tem sido um grande desafio para os nossos programadores obter o resultado mais funcional", diz Carlos Elvira.

Não só é personalizável, adaptando a cor ao humor do condutor, como cumpre uma importante função de segurança, alertando-nos para uma porta mal fechada ou para outra aproximação de carro por trás quando nos dispomos a sair. E novas funcionalidades serão incorporadas até ao final do ano.

"A intensidade da luz vai subir à medida que aceleramos para nos tornarmos mais conscientes da velocidade e se viajarmos com crianças temos as portas traseiras trancadas vai acender-se a vermelho se tentarem abri-las", anuncia Magnolia Paredes.

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