F1 em Portugal: DGS vê risco 'mínimo' na presença de público se regras forem cumpridas

Presença de 27.500 espectadores no Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 é 'um risco calculado'

0 aos 100 21/10/2020 Desporto

A diretora-geral da Saúde considerou que a presença de 27.500 espectadores no Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 é "um risco calculado" e salientou que, se forem cumpridas as regras, o risco "é mínimo".

"Há uma série de coisas a que a organização se comprometeu e que nós estamos certos que, se forem cumpridas, o risco para a saúde pública é mínimo", afirmou, destacando que este "será um evento que, do ponto de vista da saúde pública, terá segurança".

Graça Freitas participou no seminário “O Exército português na resposta nacional à covid-19 – experiência e desafios”, uma iniciativa que decorreu na Academia Militar, na Amadora (distrito de Lisboa), no âmbito das comemorações do dia do Exército.

Em declarações aos jornalistas à margem da iniciativa, a responsável foi questionada sobre a lotação definida para o Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1 (máximo de 27.500 espetadores), que vai ser disputado entre sexta-feira e domingo, no Algarve.

"Foi um risco calculado, com muitas regras. As bancadas ficam divididas por setores, esses setores funcionam de forma independente, há um compromisso do promotor de cumprir todos os normativos que permitem a entrada e a saída das pessoas sem cruzamentos e em segurança", afirmou Graça Freitas, referindo que o recinto conta com "cerca de 90 mil potenciais lugares sentados".

A diretora-geral da Saúde explicou que, uma vez sentados, os espetadores irão manter a distância entre si e vão movimentar-se "o mínimo possível", prevendo-se também "uma grande aposta em assistentes de plateia, portanto pessoas que ajudam a assistência a movimentar-se em segurança".

"Estará mantida a distância, não estão permitidos os cruzamentos entre pessoas, as aglomerações entre pessoas, a higiene está garantida, a ventilação existe porque é ao ar livre, a utilização de máscaras é obrigatória", elencou.

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Graça Freiras salientou igualmente que existe uma "lógica de compartimentação, não é uma bancada seguida, não é uma bancada única, são várias bancadas e dentro de cada bancada há setores e dentro de cada setor há regras, regras para chegar, regras para sair, regras para levantar...".

"Portanto, há um conjunto de regras que permitirá com segurança a realização deste Grande Prémio com público. Temos elevada expectativa que, tratando-se de uma organização altamente sofisticada, que vão cumprir todas as regras que assumiram o compromisso de cumprir", salientou, considerando-se tratar-se de "um risco controlado".

A diretora-geral da Saúde frisou ainda que se trata de um evento "que foi considerado da maior importância" para Portugal, e destacou a necessidade de garantir o "equilíbrio entre a saúde, a segurança, mas também o impacto social desta epidemia".

O Grande Prémio de Portugal de Fórmula 1, que vai ser disputado entre sexta-feira e domingo, vai ter uma lotação máxima de 27.500 espetadores, de acordo com o despacho governamental hoje publicado em Diário da República.

“Sendo a capacidade total do Autódromo Internacional do Algarve (AIA) de cerca de 90 mil lugares, e atendendo à situação epidemiológica atual, a lotação autorizada para esta prova específica é de 27.500 lugares sentados, distribuídos por bancadas independentes, com uma lotação de ocupação variável e divididas por setores de cerca de 800 pessoas”, lê-se no documento.

Este tinha sido o número adiantado pelo administrador do AIA, Paulo Pinheiro, no domingo, em declarações à agência Lusa, depois de terem sido colocados à venda cerca de 46 mil bilhetes.

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