Miguel Oliveira gostava de 'ser um pouco mais louco e menos consciente'

Português apontou os seus pontos fortes e o que gostaria de melhorar.

0 aos 100 25/09/2020 Desporto

Miguel Oliveira admitiu esta sexta-feira que "gostava de ser mais louco" e "menos consciente" em cima da mota durante as corridas do Mundial de MotoGP, à margem do GP da Catalunha da especialidade.

O piloto luso falava aos jornalistas depois de um dia de treinos livres em que se cotou como o 17.º mais rápido, a 1,239 segundos do italiano Franco Morbidelli (Yamaha), que terminou o dia com o melhor tempo das duas sessões disputadas.

Instado a apontar os seus pontos fortes, revelou ter uma condução "muito suave". "Nas boxes dou muita informação, mesmo quando as coisas não correm bem. Dou sempre alguma resposta e não me vou simplesmente embora", anotou.

Por outro lado, há um aspeto que gostaria de melhorar.

"Ser um pouco mais louco e menos consciente", disse, apesar de saber que aquilo que os pilotos fazem todos os dias em cima da mota "já é loucura bastante".

O piloto da KTM garantiu que, para este sábado, "como sempre, o objetivo é ir direto para a Q2 [segunda fase da qualificação] e ficar nos 10 primeiros na FP3 [terceira sessão de treinos livres]".

O principal problema sentido pelo piloto português foi a falta de tração da sua mota, sobretudo na roda da frente.

Veja ainda:

As temperaturas mais baixas que se registam na Catalunha face ao calendário habitual da prova de Barcelona (junho) têm dificultado a vida ao piloto de Almada.

"Inevitavelmente, a sensação é a de começar do zero. Já há muito tempo que não vínhamos aqui [ao circuito de Barcelona] e da última vez que estivemos cá foi numa situação diferente. A equipa que se adaptar mais depressa às condições é a que vai andar melhor", disse Miguel Oliveira.

O piloto de 25 anos explicou ainda que as motas "com motor em linha necessitam de um pneu mais macio à frente devido à maior velocidade em curva" e à facilidade de inserção da mota nas viragens.

Mas, no caso das KTM, que tem uma arquitetura de motor com quatro cilindros em V, é preciso "mais estabilidade", que só é conferida "pelos pneus mais duros", até porque, no traçado catalão, é com o "lado esquerdo do pneu" que há mais dificuldade em conseguir a temperatura ideal de funcionamento.

"Se temperatura de pista for acima dos 30º, o pneu médio é muito melhor", garantiu.

Miguel Oliveira disse ainda que "foi muito duro fazer tudo trabalhar" de forma correta.

"Temos de analisar a informação e encontrar o melhor compromisso para conseguir tração", apontou.

O GP da Catalunha de MotoGP será a oitava prova da temporada. Atualmente, o piloto luso é o oitavo classificado, com 59 pontos.

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