Android Auto e Apple CarPlay são mais perigosos que conduzir sob efeito do álcool e haxixe

Estudo revela o perigo que representa a utilização dos sistemas Android Auto e Apple CarPlay durante a condução

0 aos 100 22/03/2020 Noticias

A utilização de sistemas Android Auto (Google) e CarPlay (Apple) representam um maior risco para o condutor do que o consumo de álcool, de estupefacientes e, até, do que escrever mensagens enquanto se conduz.

A conclusão é de um estudo encomendado pela maior entidade britânica de solidariedade social focada na segurança rodoviária, a IAM RoadSmart, e elaborado em conjunto com a FIA e o Rees Jeffreys Road Fund.

Veja ainda:

O estudo teve por base uma amostra de 40 indivíduos, divididos entre utilizadores do Apple CarPlay e do Android Auto. Em simulador, foi pedido aos intervenientes que efetuassem três vezes o mesmo percurso, que contemplava diferentes situações que o condutor pode ter pela frente, nomeadamente filas de trânsito, tráfego irregular e uma curva em oito.

O estudo concluiu que ao usar o Android Auto ou o Apple CarPlay, via ecrã táctil, leva a que o tempo de reação do condutor piore de 53 a 57%. Perante a mesma situação, um condutor com uma taxa alcoolemia de 0,08% tem uma resposta 12% mais lenta, 35% mais tardia se estiver a conduzir e a enviar SMS e 21% mais lenta se está ao volante sob o efeito de canábis.

Segundo o estudo citado (na íntegra aqui), parece que recorrer ao Siri, por exemplo, é sinónimo de um tempo de reação de 30 a 36% mais lento. Ou seja, pior que escrever mensagens de texto enquanto conduz.

Mais perigoso ainda é fazer uso dos ecrãs táteis, enquanto se conduz, pois grande parte dos inquiridos revelou dificuldade em manter uma velocidade constante e adaptar a distância em relação ao veículo que seguia à sua frente.

Em média, a simples manutenção na faixa de rodagem levou a desvios de meio metro ao operar o display. Verificou-se ainda que o uso de qualquer sistema de infoentretenimento via touch screen levou a que os condutores desviassem os olhos da estrada durante mais de 12 segundos.

Os investigadores concluíram assim que a tecnologia pode tornar tudo mais simples e cómodo, mas não necessariamente mais seguro.

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