Mazda explica bateria do MX-30: uma bateria maior poluiria mais que um Diesel

Fabricante japonês volta a sublinhar porque é que o seu primeiro elétrico ficará aquém da concorrência quanto a autonomia

0 aos 100 02/01/2020 Noticias

O primeiro elétrico da Mazda chega em meados deste ano com um preço competitivo, um estilo diferente (SUV Coupé com portas “suicida”), mas também uma bateria de apenas 35,5 kWh, o que lhe proporciona uma autonomia limitada a cerca de 200 km.

A decisão tem causado alguma surpresa e interrogações, mas agora o diretor e vice-presidente do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Mazda Europa, Christian Schultze, veio a público defender a escolha, garantindo que a Mazda optou por dotar a bateria de uma capacidade responsável. É que, de acordo com a Mazda, a pegada de carbono - ou seja, o impacto negativo em termos de CO2 - de baterias maiores seria maior que a de um carro a gasóleo, por exemplo.

Schultze explicou à Automotive News que na Mazda calcularam o impacto a longo prazo da pegada de carbono de um carro elétrico com uma bateria pequena em comparação com o de um carro elétrico com uma bateria grande (utilizando uma de 95 kWh como exemplo). E, de acordo com o cálculos, independentemente da capacidade da bateria, os carros elétricos saem da linha de montagem com um forte impacto ambiental.

Segundo os dados da Mazda, um MX-30 de 35,5 kWh com 0 km já teve um impacto equivalente ao de um Mazda3 a diesel com 41.800 km devido ao simples facto de ter sido fabricado.

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Os mesmos dados da Mazda indicam que o fabrico de um carro elétrico de 95 kWh teria o mesmo impacto que o de um Mazda3 a diesel com mais de 115.000 km percorridos.

A Mazda chegou a esta conclusão com base no facto de que, após 160.000 km, a bateria do carro elétrico terá de ser substituída. E, portanto, uma importante pegada de carbono seria recriada.

O fabricante japonês assume que será necessário trocar a bateria após cerca de 160.000 km, ou pelo menos há uma elevada probabilidade disso acontecer. Contudo, não é algo que esteja a acontecer com alguma frequência. É verdade que ainda não há dados suficientes para confirmá-lo, porque o parque elétrico em geral é bastante jovem, mas já existem muitos Nissan Leaf e Tesla de todos os tipos que ultrapassaram a barreira dos 160.000 km e continuam com a bateria original.

Por outro lado, o impacto nas emissões de emissões de CO2 após a produção do carro elétrico difere bastante de um país para outro, dependendo de onde o carro circula. Por exemplo, o impacto será muito baixo num país que recorre maioritariamente a energia renovável.

Por outro lado, o presidente e CEO da Mazda Europa, Yasuhiro Aoyama, esclareceu que, devido a uma bateria mais pequena e leve, “foi possível conter o peso do MX-30 em aproximadamente 1700 kg, e que menos peso, obviamente, melhora a dinâmica e o consumo energético”.

“O MX-30 é direcionado a clientes urbanos e suburbanos, que apenas percorrem entre 40 a 70 km por dia, e que assim podem mais facilmente carregar totalmente o veículo durante a noite”, acrescentou aquele responsável.

Para a Mazda, a solução passa por um motor elétrico com extensor de autonomia através de um pequeno motor rotativo a gasolina, algo que chegará ao mercado já em 2021.

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