Porque é que a aceleração dos carros elétricos pode ser muito perigosa

Estudos da AXA apontam maior risco de acidente com carros elétricos que com convencionais

0 aos 100 28/08/2019 Curiosidades

Conduzir é como andar de bicicleta, nunca se esquece. Mas a verdade é que, quando mudamos de veículo, também precisamos de alterar alguns hábitos ao volante. É o que acontece com um elétrico, não apenas quando se trata de melhorar o consumo, mas também ao acelerar.

À semelhança do que acontece quando se passa de um carro com caixa manual para um equipado com caixa automática, conduzir um carro mais potente ao que estamos habituados pode trazer alguns problemas e riscos, e a entrega imediata de binário de um carro elétrico também pode ser igualmente disruptivo.

Ao contrário dos carros com motor de combustão, que entregam a potência de forma progressiva, conduzir um elétrico exige algum tempo de adaptação, já que a qualquer golpe no pedal a potência é entregue de forma imediata. Por vezes, mais do que é preciso.

É precisamente o que alerta a seguradora AXA, que indica que nos segmentos de luxo e SUV verificam-se 40% a mais de acidentes com veículos elétricos, quando comparado com motores de combustão interna.

A explicação, segundo os estudos da seguradora, vai para a forte aceleração dos elétricos. E, para termos uma ideia, o Audi e-tron oferece um binário máximo de 664 Nm e acelera dos 0 aos 100 km/h em 5,51 segundos, enquanto o Jaguar i-Pace debita 694 Nm e leva apenas 4,69 segundos para alcançar os 100 km/h. Ou seja, ambos apresentam número de desportivos de alta performance, apesar de ambos superaram as duas toneladas de peso.

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Outra curiosidade do estudo realizado pela AXA é o de que a maioria das pessoas não sabe como reagir em cenário de acidente com veículos elétricos. Especificamente no caso dos veículos elétricos, as equipas de socorro devem tentar garantir que o motor seja desligado porque, ao contrário de um motor de combustão interna, o elétrico não faz barulho podendo parecer inativo.

Em acidentes graves, observou a AXA, as baterias danificadas podem pegar fogo até 48 horas depois de um acidente, tornando mais difícil lidar com as consequências de uma colisão.

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