E esta? Lancia vende mais carros que a Alfa Romeo

Espanha é agora o segundo melhor mercado da Alfa Romeo na Europa

0 aos 100 23/07/2019 Curiosidades

Nos primeiros seis meses, a Lancia (lembra-se?) vendeu mais carros que a Alfa Romeo. Sim, leu bem, a Lancia, que apenas tem um modelo (o "velhinho" Ypsilon) e esteja disponível apenas em Itália, vendeu no primeiro semestre 34.691 carros, em contraste com a Alfa Romeo, que vendeu apenas 29.187 unidades. Uma diferença que ultrapassa os 5.000 carros.

O cenário difícil da Alfa Romeo não é de agora, mas ganha contornos estranhos (e preocupantes...) depois do reforço da gama, e logo com dois novos modelos, o Giulia e o SUV Stelvio. A quebra levou mesmo a que o ranking por países se tenha alterado profundamente. Espanha já é o segundo melhor mercado da Alfa Romeo na Europa, o quarto de todos os países onde a marca italiana está presente.

A situação deve-se, essencialmente, à redução das vendas em França (-61%), na Alemanha (-39%) e no Reino Unido (-27%). O pior veio de Itália, com as vendas a cair nada menos que 47%, para 14.500 unidades, sendo que 9.500 registos são de empresas (-52%) e 5.000 de particulares (-35%).

Em contraste, a Lancia viu aumentar em 17% as vendas para empresas e 40% as vendas a particulares.

Porquê?

A explicação para o aumento das vendas da Lancia encontra-se nos descontos, uma vez que o Ypsilon já tem 8 anos. Além disso, o posicionamento de preço do Ypsilon coloca-o entre os citadinos e os utilitários.

Outra razão para os bons resultados do Ypsilon é que Itália continua a ser um reduto para veículos compactos. É o maior mercado de carros citadinos e B-SUV da Europa e o segundo com maior penetração subcompactos entre os cinco principais mercados. Os italianos adoram carros pequenos, e o Ypsilon é a única alternativa que eles podem comprar da FCA.

Por outro lado, o declínio da Alfa Romeo é explicado por três razões principais. Primeiro, a Giulietta tem 9 anos e mal consegue atrair novos clientes. Em segundo lugar, a marca italiana não tem novidades, acabando por não ser falada. E terceiro, o mais importante, os produtos mais recentes a chegar ao mercado deixaram de chamar a atenção.

Vendas premium SUV-D na Europa

O Giulia enfrenta uma situação dramática. As vendas caíram 44%, para apenas 5.758 unidades até junho. O resultado não é nada comparado ao volume registado pelas berlinas alemãs. Com apenas três anos no mercado, o Giulia já se apresenta como se fosse um modelo antigo.

O caso do Stelvio é um pouco frustrante. O SUV foi introduzido em 2017 e logo tornou-se numa referência devido à aparência e motores. No entanto, o charme desapareceu rápido: as vendas caíram 18% para 13.800 unidades no primeiro semestre de 2019.

Porquê? A explicação é simples: os seus adversários mais diretos foram renovados (novo BMW X4 e Porsche Macan atualizado), e porque o Stelvio não é um SUV de tamanho familiar completo como o GLC, Q5 ou X3, nem uma variante desportiva (SUV coupé) como o GLC Coupe, X4 ou Macan.

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