Miguel Oliveira: 'MotoGP é uma categoria com grande discrepância entre o que faz a mota e o piloto'

Português fez balanço sobre a primeira parte da temporada de estreia no mundial de MotoGP

0 aos 100 20/07/2019 Desporto

Miguel Oliveira disse este sábado que o seu objetivo para a segunda metade da temporada do Mundial de MotoGP passa por chegar ao top-10 em várias provas.

"Se eu conseguisse terminar em Valência [19.ª e última prova do circuito, em novembro] com vários resultados dentro do top-10 seria um final de época fantástico", disse, em conferência de imprensa realizada no recinto da Concentração de Motos de Faro.

Nas nove provas realizadas até agora, Miguel Oliveira pontuou em cinco ocasiões, ocupando o 18.º lugar no campeonato, com 15 pontos.

"A minha batuta tem sido o Pol Espargaró (10.º no Mundial de MotoGP), porque é o piloto mais forte da KTM neste momento e tem conseguido, na maior parte das vezes, estar a lutar pelo 'top-10'", acrescentou o piloto da equipa KTM Tech3.

Miguel Oliveira referiu que, "como é hábito", as suas segundas metades de temporada "são sempre melhores", esperando que "este ano não seja exceção".

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O piloto português ainda não atingiu o objetivo do top-10 - foi 11.º na Argentina, na sua melhor prestação -, mas sublinhou que, face às circunstâncias, a primeira fase da temporada foi positiva.

"É lógico que gostaria de ter pontuado em todas as corridas - foi esse o objetivo a que me propus -, mas, tendo em conta as nossas circunstâncias, dou por muita positiva esta primeira metade da temporada, dado que pontuei em muitas corridas", afirmou.



Oliveira ressalvou que a sua atitude tem feito a diferença na transição entre lutar pelo título - como aconteceu em 2018 no campeonato de Moto2, que terminou no segunda lugar - e estar agora envolvido na luta dos pontos.

"O MotoGP é uma categoria com grande discrepância entre o que faz a mota e o piloto. Se falássemos de percentagens, diria uns 70/30, porventura. Ser um piloto que passa de ganhar corridas e estar a lutar por um campeonato para ser um piloto que luta por pontos pode ser bastante desmotivante e é na atitude que tenho de fazer a diferença para mostrar que mereço estar aqui", afirmou.

As maiores dificuldades têm sido trabalhar uma mota que ainda não é "competitiva" o suficiente para lutar pelos lugares mais altos do pódio, mas Oliveira disse que se sente motivado em melhorar a máquina.

"O caminho que temos a percorrer é duro, demora tempo a desenvolver, demora tempo a ter peças, mas a fábrica da KTM é das fábricas do Mundial com maior capacidade de resposta e, por isso, sinto-me no melhor sítio para me poder desenvolver. Sei bem a longo prazo onde quero estar, que é no lugar mais alto do pódio", concluiu.

Depois da conferência da imprensa no recinto da concentração - "Faro é uma Meca para quem gosta de motos e para quem gosta deste ambiente" - destacou -, Miguel Oliveira teve tempo para conviver com centenas de fãs. O Mundial de MotoGP regressa a 04 de agosto, com o GP da República Checa.

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