Condutores continuam a retirar o filtro de partículas para não pagar um novo

Três anos depois das primeiras queixa, os filtros de partículas continuam a ser retirados ilegalmente de carros a gasóleo

0 aos 100 03/06/2019 Noticias

Três anos depois do surgimento das primeiras denúncias da remoção dos filtros de partículas em carros a gasóleo, continua a não existir, em Portugal, uma fiscalização eficaz do problema.

Para evitar pagar mil euros na aplicação de um novo filtro para reter quase 80% das emissões produzidas pelo escape, muitos proprietários preferem pagar 400 euros a uma oficina para retirar esse mesmo filtro, noticia o “Público” esta segunda-feira, 3 de junho.

A mesma fonte indica que há várias oficinas a oferecer a possibilidade de retirar o filtro de partículas aos automobilistas que fazem uma utilização tipicamente urbana da viatura. Contudo, quem opta por retirar este filtro sabe que o automóvel irá continuar a funcionar, terá uma manutenção menos onerosa e que quando o veículo for à inspeção obrigatória não haverá forma de detetar se este tem ou não o filtro.

Veja ainda: 

Esta prática é ilegal desde 2009, quando entrou em vigor o pacote de medidas ‘Euro 5’, estipulando a obrigatoriedade dos automóveis a gasóleo circularem com um filtro de partículas por razões ambientais. Mas como não há qualquer fiscalização, de acordo com o “Público”, a prática de retirar os filtros de partículas mantém-se, apesar das primeiras denúncias que surgiram há três anos.

Como não há fiscalização também não há qualquer consequência para quem retirar o filtro de partículas do seu automóvel.

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