Tática da Hyundai no Rali de Portugal causa polémica: 'Fiz o que a equipa mandou'

Na derradeira especial do dia, a mais longa da prova, em Amarante, foi a vez de Tanak partir o amortecedor dianteiro direito

0 aos 100 01/06/2019 Desporto

O estónio Ott Tanak (Toyota Yaris) terminou o dia mais longo do Rali de Portugal na liderança mas cedeu 13 dos 17,3 segundos da vantagem que trazia do primeiro dia para o segundo classificado, o irlandês Kris Meeke (Toyota Yaris).

Em terceiro lugar segue o belga Thierry Neuville (Hyundai i20), a 9,2 segundos do piloto estónio, que apanhou dois grandes sustos neste dia mais longo do rali, sétima prova do Mundial da especialidade.

O dia ficou marcado por dois sustos sofridos pelo comandante e pela jogada tática da Hyundai, que colocou o espanhol Dani Sordo (Hyundai i20) e o francês Sébastien Loeb (Hyundai i20) entre o francês Sébastien Ogier (Citroën C3) e o belga Thierry Neuville (Hyundai i20) em pista.

"O objetivo foi que os nossos pilotos ajudassem a limpar a areia dos troços para a passagem do Neuville e, ao mesmo tempo, não limpassem a estrada para os nossos adversários", explicou o italiano Andrea Adamo, diretor desportivo da equipa coreana à Agência Lusa.

A jogada custou 4.50 minutos de penalização a cada um dos pilotos. "Fiz o que a equipa mandou. Teria preferido não o fazer mas foi o que me mandaram", destacou Loeb, enquanto Neuville lembrava que são todos "da mesma equipa" e que, por isso, "é normal" ajudarem-se "uns aos outros quando é necessário".

A jogada não caiu bem sobretudo à Citroën, pois Ogier foi o principal prejudicado, vendo-se ultrapassado pelo belga ao início da tarde.

Contudo, em declarações à agência Lusa, Carlos Tavares, Diretor Executivo do grupo PSA, dono da Citroën, Peugeot e Opel, garantiu que não iria ser apresentado nenhum protesto.

"Os observadores estão no terreno e cada um sabe qual a atitude a tomar", vincou.

Alheio à polémica, Ott Tanak cedeu 12,1 segundos durante a manhã, quando um tubo do sistema de travagem do seu Yaris sofreu um corte, obrigando o estónio a parar num troço de ligação para o reparar.

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Apesar disso, os Toyota dominaram, com Kris Meeke a vencer em Vieira do Minho 1 e Latvala em Cabeceiras de Basto 1 e Amarante 1.

A tarde começou com a resposta do estónio, que foi o mais rápido na segunda passagem por Vieira do Minho, recuperando 14,8 segundos a Latvala, que danificou a suspensão dianteira esquerda do seu Yaris numa aterragem mais brusca após um salto.

O problema intensificou-se na segunda passagem por Cabeceiras de Basto, o troço com o piso mais degradado, levando a equipa a optar por retirá-lo da prova e evitar mais estragos. Latvala, contudo, regressa este domingo, no sistema de super-rally.

Na derradeira especial do dia, a mais longa da prova, em Amarante, foi a vez de Tanak partir o amortecedor dianteiro direito, perdendo 12,8 segundos para Neuville.

Assim, quatro pilotos chegam aos derradeiros 51,77 quilómetros separados por apenas 21 segundos.

Neuville garante estar "na luta pela vitória", enquanto Ogier contenta-se com o quarto lugar.

"Nesta fase, até prefiro nem pontuar mais, para não ser o líder do campeonato e ter de abrir a estrada na próxima prova, na Sardenha", explicou.

Armindo Araújo, que de manhã venceu garantiu o primeiro triunfo do ano no Campeonato de Portugal de Ralis, continuou como o melhor português, no 18.º lugar, a 15 minutos de Tanak.

Este domingo disputa-se o último dia do Rali de Portugal, com cinco especiais cronometradas, em Montim, por duas vezes, Fafe, também em dose dupla, e Luílhas, num total de 51,77 quilómetros.

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