Carlos Sousa de regresso ao Dakar: 'Estava longe de imaginar'

Português regressa aos comandos de um Renault Duster e com navegador francês

Miguel Costa 29/11/2017 Noticias

Com o número 315 nas portas do Duster, Carlos Sousa é uma das surpresas da edição 2018 do Dakar. Depois de dois anos afastado das competições, o português está de regresso ao mais duro rali do mundo, como um dos pilotos da equipa oficial Renault Duster Dakar Team. O almadense sonha com um resultado entre os dez primeiros, até em função do potencial revelado pelo Duster em edições anteriores, em que chegou a conquistar dois terceiros lugares em etapas. Vencedor do Dakar 2002 ao lado de Hiroshi Masuoka, o francês Pascal Maimon será o navegador de Carlos Sousa. O Dakar 2018 decorrerá entre os dias 6 e 20 de janeiro, com passagem pelo Perú, Bolívia e Argentina.

Pelo sexto ano consecutivo, dois Duster inscritos pela Renault Sport Argentina (a gama Dacia é comercializada neste país sob a marca Renault) estarão à partida do mais exigente e apaixonante rali do mundo: o Dakar. Equipados com um motor V8 da Aliança Renault-Nissan, com 390 cavalos de potência, os Duster querem ser uma das surpresas da prova, beneficiando da experiência e da rapidez dos dois pilotos da equipa: o português Carlos Sousa e o argentino Emiliano Spataro.

Para Carlos Sousa, a 17ª participação no Dakar será marcada por uma dupla estreia: a entrada no Renault Duster Dakar Team e a companhia do francês Pascal Maimon, navegador que, em 2002, cometeu a proeza de vencer o Dakar, ao lado do japonês Hiroshi Masuoka.

O telefonema surpresa

O piloto nacional admite que “estava longe de imaginar que estaria de regresso ao Dakar. Estava descansado em casa, quando recebi um telefonema com o honroso e irrecusável convite do Renault Duster Dakar Team. Apesar de estar sem correr há dois anos, a adrenalina subiu de imediato e, a verdade, é que não vejo a hora de me sentar aos comandos do Duster.”

Para os primeiros dias de dezembro está previsto um teste de preparação. “Uma sessão particularmente importante para mim”, reconhece Carlos Sousa. “Vou rodar, pela primeira vez, com o Duster e vou tentar recuperar o ritmo perdido em dois anos de ausência de competições. Um teste que está marcado para uma zona de deserto na Argentina.”

Como admite o piloto nacional, “a falta de ritmo é uma das minhas maiores preocupações, pois há dois anos que não me sento num automóvel de competição. Por isso mesmo, o teste vai ser importante, até para ficar a conhecer minimamente o Duster. Aliás, estou com bastante curiosidade em o pilotar, até pelo facto de, para mim, marcar o regresso aos carros equipados com motores a gasolina.”

Um navegador que já venceu o Dakar

Por outro lado, será também a primeira oportunidade para Carlos Sousa rodar com o francês Pascal Maimon, o navegador escolhido para este regresso ao Dakar. “Há vários anos que nos conhecemos, com algumas lutas em pista, mas com uma amizade que se foi cimentando. Meio a brincar íamos dizendo que, um dia, iríamos correr juntos. E assim que o meu nome surgiu na lista de inscritos provisória, o Pascal ligou logo a perguntar se era desta que íamos fazer dupla. O acordo ficou estabelecido no momento! É uma das referências da modalidade na arte da navegação. O seu palmarés diz tudo sobre a sua experiência e competência. Também é um especialista em mecânica, pelo que a escolha não podia ser mais certa.”

Mas Carlos Sousa tem bem presentes os condicionalismos com que vai estar à partida daquela que é a 40ª edição do Dakar: “Estou parado há dois anos, e vou estrear um carro e um novo navegador. Ou seja, é todo um mundo novo que me espera. No entanto, esta também não é uma situação totalmente nova para mim. Já estou habituado a este tipo de dificuldades, pelo que espero ultrapassar tudo isso o mais rápido possível. O teste que está previsto com a equipa também vai ser importante para atenuar tudo isso.”

Os condicionalismos e os objetivos

Nesse sentido, Carlos Sousa já definiu a estratégia: “Primeiro vou de me adaptar a tudo o que é novidade. Mas quero andar o mais rápido possível, nunca esquecendo que o Dakar ainda continua a ser uma prova maratona. É verdade que cada vez mais parece um vulgar rali face às lutas que se travam nos lugares cimeiros, mas a gestão do ritmo continua a ser essencial para a conquista de um bom resultado. E como a edição deste ano começa logo com vários dias no deserto, acredito que isso pode ser uma vantagem para mim. Aliás, acredito mesmo que, ao contrário dos outros anos, podemos chegar a meio da prova com vantagens significativas entre os pilotos da frente. Mas o Dakar é sempre fértil em surpresas, por isso, vamos ver o que nos reserva este ano.”

Quanto a objetivos desportivos, Carlos Sousa não esconde que “sonho com a conquista de um resultado nos dez primeiros. Tenho consciência que é uma expetativa muito elevada, tendo em conta a qualidade da lista de inscritos, mas eu acredito nessa possibilidade e na competitividade do Duster. Aliás, tenho bem presente na memória os top-3 conquistados em algumas etapas, resultados que só são possíveis de obter por um carro competitivo.”

Dois Duster ao ataque do Dakar

A equipa Renault Duster Dakar Team participará na 40ª edição do Dakar (10ª em território da América do Sul) com as duplas Carlos Sousa /Pascal Maimon e Emiliano Spataro/Santiago Hansen. Emiliano Spataro é o habitual piloto da formação e está com o projeto desde o ano de estreia, em 2012. O argentino, em 2014, conquistou o melhor resultado para a equipa no Dakar: 4º lugar da classe, a que correspondeu a 14ª posição à geral.

Em 2017, o Duster chegou ao final do Dakar pela quinta vez consecutiva e, apesar dos percalços, terminou num positivo 22º lugar. Para 2018, há o sonho da conquista de um lugar no top 10. Recorde-se que o Duster já terminou duas etapas do Dakar no Top3!

Expetativas altas, mas que vêm na sequência da experiência acumulada nas cinco anteriores edições do Dakar e no Campeonato Sul Americano de Cross Country, competição onde a equipa tem conquistado excelentes resultados, como a vitória deste ano no Destino Ruta 40 Sur.

Apesar de ser desenvolvido pela filial argentina da marca, o projeto tem beneficiado do apoio e acompanhamento da “casa mãe” Renault Sport Racing, a divisão desportiva do Grupo Renault.

O Duster Dakar

Pelo sexto ano consecutivo, dois Duster inscritos pela Renault Argentina (a gama Dacia é comercializada neste país sob a marca Renault) estarão à partida do mais exigente e apaixonante rali do mundo: o Dakar. Equipados com um motor V8 da Aliança Renault-Nissan, com 390 cavalos de potência, os Duster querem surpreender com resultados entre os 10 primeiros em algumas etapas.

O Renault Duster Dakar Team é constituído pelas duplas Carlos Sousa/Pascal Maimon e Emiliano Spataro/Santiago Hansen. O português estreia-se na equipa, enquanto o piloto argentino é o totalista da formação, tendo conquistado aquele que até hoje foi o melhor resultado do projeto no Dakar: na edição 2014, 4º lugar da classe, a que correspondeu a 14ª posição à geral.

O Duster Dakar é equipado com o motor V8 VK56 da Aliança Renault-Nissan. Um bloco com 5.450cc de cilindrada, 390 cavalos de potência e 45 Kgm de torque.

Na sequência da experiência acumulada desde 2013, o Duster Dakar apresenta-se à partida da edição 2018 com importantes desenvolvimentos técnicos na suspensão traseira, mas também na refrigeração do sistema de travões.

O português Carlos Sousa vai participar com a unidade com que Emiliano Spataro participou na edição 2017 do Dakar. Uma viatura com poucos quilómetros, uma vez que o argentino desistiu logo na terceira etapa, com problemas na suspensão traseira, na sequência da passagem num salto mais pronunciado.

Em 2017, o Duster logrou chegar ao final do Dakar pela quinta vez consecutiva e, apesar dos percalços, terminou num positivo 22º lugar. Os objetivos para 2018 são mais ambiciosos e passam pela conquista de um lugar no top 10. Recorde-se que o Duster já terminou duas etapas do Dakar no Top3!

Expetativas altas, mas que vêm na sequência da experiência acumulada nas cinco anteriores edições do Dakar e no Campeonato Sul Americano de Cross Country, competição onde a equipa tem conquistado alguns excelentes resultados, como a vitória no Desafio Ruta 40 Sur.

A exemplo do ano passado, o projeto conta com o apoio e o acompanhamento da Renault Sport Technologies, a divisão desportiva da marca do Grupo Renault.

A edição deste ano do Dakar disputa-se no Perú, Bolívia e Argentina, entre os dias 6 e 20 de janeiro.

Características técnicas do Duster versão Dakar’2018

Motor

V8 VK-56. Desenvolvimento, preparação e homologação a cargo da Aliança Renault-Nissan.

Potência estimada 390 CV / 45 Kgm de torque.

Caixa de velocidades

SADEV de 6 relações sequencial. Diferencial central autoblocante com bloqueio.

Diferenciais

Com autoblocante de rampa e multidisco Heavy Duty F9 em alumínio e magnésio.

Amortecedores

Reiger. Suspensão dianteira de duplo trapézio construída em liga de aço, níquel e molibdénio. Suspensão traseira com sistema independente de paralelogramo deformável.

Travões

Discos Power Brake refrigerados a água. Caliper Power Brake de 6 pistões.

Deixe o seu comentário

Pesquise aqui o seu futuro carro usado

Peugeot 508 2.0 HDi 160cv GT Line: Grande 'espada'
Ensaio ao Mazda3 1.8 Skyactiv-D 116cv Evolve: Direto ao topo