Condutores fazem fila para abastecer com medo de ficar sem combustível

Com a greve dos motoristas de matérias perigosas, várias pessoas correm para as bombas para abastecer. Dão de caras com filas compridas e, em alguns casos, postos secos

0 aos 100 16/04/2019 Noticias

A greve dos camionistas que transportam materiais perigosos está a provocar uma forte afluência às bombas de gasolina com os condutores a recearem ficar sem combustível.

Avisadas por uma vizinha da greve e do risco de os postos de abastecimento de combustível ficarem com os depósitos vazios, Francisca Marques e a mãe fizeram esta terça-feira várias tentativas para atestar o depósito do carro. “Já fomos a quatro bombas que nos disseram que não tinham gasóleo, só gasolina“, referiu à Lusa.

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A quinta tentativa para abastecer o carro foi no posto da Rede Energia, do Campo Grande, em Lisboa, com Francisca a atravessar a longa fila de carros à sua frente para se certificar que, desta vez, estavam no lugar certo e de que haveria combustível quando chegasse a sua vez.

Fredy Rocha, um dos funcionários deste posto de abastecimento, nem estava a par da existência da greve quando entrou ao serviço às 15h30 e se deparou com uma fila de carros bastante fora do que é habitual. “Estive de folga nestes dois dias e quando saí de casa recebi uma chamada dos colegas a avisar que havia greve e que por esse motivo estava complicado. Quando cheguei já estava esta multidão à espera”, disse à Lusa.

Habitualmente, os depósitos do posto são reabastecidos a cada dois dias, mas tendo em conta a forte afluência de carros, não era certo até quando iriam conseguir continuar a dar resposta aos pedidos.

Para Leonardo Meneses, as notícias da greve e os receios de que os postos de abastecimento fiquem ‘secos’ apanhou-o já com o carro na reserva. Só à terceira tentativa encontrou uma bomba ainda com gasóleo para atestar, o que conseguiu fazer após uma espera de cerca de 20 minutos numa fila.

À sua frente, Aguinaldo Alves preferiu prevenir em vez de remediar e decidiu meter-se na fila para encher o depósito. “Pelo que vamos ouvindo, de que o combustível vai faltar, é melhor precaver”, referiu.

A incerteza foi também o que levou Márcia Alves a passar parte da tarde à espera para abastecer o depósito. “Não sei quanto tempo é que esta greve vai durar e achei melhor prevenir e pôr já combustível para não arriscar a ficar com o depósito vazio”, afirmou. Pela cidade de Lisboa várias bombas foram ficando sem combustível, sobretudo sem gasóleo, à medida que a tarde foi avançando.

Num comunicado enviado à Lusa, a Prio estimou que até ao final do dia de hoje quase metade dos seus postos esgotem os seus depósitos de gasóleo ou gasolina, e que o mesmo possa acontecer nos das restantes marcas na quinta-feira. No posto que esta marca tem junto à Avenida de Roma, em Lisboa, dois ‘pinos’ colocados à entrada dos corredores que separam as quatro bombas disponíveis avisavam os condutores de que não poderiam abastecer.

A greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00h00 de segunda-feira, foi convocada pelo SNMMP, por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica, tendo sido impugnados os serviços mínimos definidos pelo Governo.

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