BMW reserva mil milhões de euros para eventual multa da Comissão Europeia

Decisão surge depois de Comissão Europeia ter feito acusações a várias fabricantes automóveis

0 aos 100 08/04/2019 Noticias

A BMW admitiu nesta segunda-feira que já reservou mil milhões de euros, caso seja obrigada a pagar uma multa pela eventual restrição da concorrência no desenvolvimento e difusão de tecnologias de redução de emissões.

Esta decisão surge depois de a Comissão Europeia ter acusado, na passada sexta-feira, as fabricantes automóveis -- BMW, Daimler e o grupo Volkswagen -- de terem acordado, entre 2006 e 2014, a limitação do desenvolvimento de tecnologias destinadas a reduzir as emissões nos veículos de passageiros tanto a gasolina como a gasóleo.

Para chegar a este cálculo, a BMW revelou que prevê que a margem de lucro operacional no segmento automóvel se situe entre 1 e 1,5 pontos percentuais, valor abaixo da anterior estimativa entre 6 e 8%.

O grupo alemão mantém as previsões de uma significativa quebra nos lucros antes de impostos, quando comparado com o desempenho de 2018. Apesar de avançar com esta provisão, a dona das marcas BMW, Mini, Rolls Royce e BMW Motorrad continua a negar as acusações de Bruxelas. E garante que "não há acordos sobre preços ou territórios que prejudiquem os clientes ou os fornecedores".

De acordo com a BMW, "os engenheiros dos departamentos de desenvolvimento das fabricantes apenas estavam interessados em melhorar as tecnologias para o tratamento dos gases de escape". Pelo que esta situação não pode ser comparada a investigações de cartel envolvendo acordos sobre preços ou territórios.

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A marca vai mais longe e diz que, ao contrário do que acontece nos cenários de cartel, "todo o setor estava ciente dessas discussões, que não implicavam qualquer 'acordo secreto', nem tinham como objetivo prejudicar clientes ou fornecedores".

Para já, a Daimler descartou uma eventual multa, porque acredita que cooperou de forma significativa com a Comissão Europeia. A Volkswagen está a estudar as acusações.

A Comissária Europeia da Concorrência, Margrethe Vestager, lembrou que as empresas podem cooperar de várias maneiras para melhorar a qualidade dos seus produtos. No entanto, as regras de concorrência da União Europeia não vão permitir que conspirem exatamente no sentido contrário.

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