Futuro dos combustíveis pode estar no vinho!

ED945 pode vir a ser utilizado como alternativa ao Diesel

0 aos 100 16/03/2019 Curiosidades

O futuro dos biocombustíveis pode passar pelo vinho, nomeadamente os seus resíduos. Quem o diz é a Scania, que tem em França um projeto-piloto de aproveitamento dos resíduos da produção do vinho para produzir biocombustível. É chamado ED945, que está a ser utilizado como alternativa ao Diesel.

O projeto ainda está a dar os primeiros passos e está a ser aplicado num autocarro da Scania, o modelo Interlink LD a ser operado pela empresa de transportes Citram Aquitaine que realiza a rota 201, entre Bordéus e Blaye.

O produtor de bioetanol Raisinor France Alcools reuniu as cooperativas de vinhos francesas, bem como a Union Coopératives Vinicoles d’Aquitaine (UCVA), produzindo 100.000 toneladas de bagaço de uva por ano em Coutras, em Gironde, na região vinícola de Bordéus.

“O seu potencial de produção forneceria mil veículos”, explica Jérôme Budua, diretor da Raisinor France Alcools.

A utilização de biocombustível conseguido atravês dos resíduos da indústria do vinho foi o tem de um estudo realizado em Espanha, pela Universidade Politécnica de Madrid (UPM) e a Universidade de Castilla la Mancha (UCLM).

O estudo sobre o potencial dos resíduos da indústria do vinho para a produção de biocombustíveis concluiu que a produção de biocombustível a partir de óleo de semente de uva e bioetanol, ambos materiais obtidos durante o processo de produção do vinho, pode chegar a cerca de 20 quilotoneladas, cerca de 2 por cento do biocombustível atualmente consumido em Espanha.

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Os resíduos da indústria do vinho são uma matéria-prima interessante para o biodiesel em países com uma significativa produção de vinho. Espanha, por exemplo, é o terceiro maior produtor de vinho do mundo, superando os 40 milhões de hectolitros.

"O objetivo do estudo não foi encontrar a melhor ou única fonte de biocombustível, mas antes aumentar a diversidade de opções, chave para a sustentabilidade", referem os responsáveis do estudo.

As propriedades deste biocombustível são muito satisfatórias, enquadrando-se dentro dos limites estabelecidos pelos padrões europeus e americanos: densidade e valor calorífico (indicam a quantidade de energia que pode estar em um determinado volume ou depósito de um veículo); número de cetano (parâmetro chave na qualidade da combustão); viscosidade e lubricidade (que afetam a atomização do combustível e o correto funcionamento do sistema de injeção); obstrução dos filtros frios (medir o comportamento do combustível a baixas temperaturas); e estabilidade à oxidação (relacionada ao número de iodo e ao número de insaturações ou duplas ligações presentes na composição do biocombustível).

"A soma de biocombustíveis sustentáveis ​​gerados a partir de numerosas e diferentes matérias-primas pode contribuir em uma porcentagem muito alta para cobrir as necessidades globais de energia para os transportes, ajudando a reduzir a dependência do petróleo", concluem os autores do estudo.

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