Ministro alerta: ‘Carros a diesel não terão valor daqui a 4 anos'

O ministro do Ambiente deixa o aviso a quem pretende comprar carros a gasóleo

0 aos 100 28/01/2019 Noticias

O alerta é de João Pedro Matos Fernandes, o ministro do Ambiente: “Hoje é muito evidente que quem comprar um carro diesel muito provavelmente daqui a quatro ou cinco anos não vai ter grande valor na sua troca”, avisa o ministro do Ambiente, em entrevista ao Jornal de Negócios.

Neste sentido, o ministro avisa que “os condomínios e as casas têm de se preparar para ter na garagem, como quem tem uma torneira de água, um posto de carregamento”.

Num comentário ao aumento da proporção de carros elétricos ou híbridos que vão vendidos (que chegou a 5% nos últimos meses do ano passado, revela o ministro), Matos Fernandes diz que “na próxima década não vai fazer sentido comprar um carro a gasóleo porque já serão muito próximo os valores de aquisição de um carro elétrico e, se for carregado em casa, o preço do quilómetro fica a 15%”.

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Ainda assim, o ministro considera que não há necessidade de aumentar os subsídios para a aquisição de carros elétricos, nem conceder incentivos ao abate.

“Não conheço nenhum país em que os subsídios sejam muito maiores: Portugal dá 2.250 euros por cada veículo elétrico novo. E está a desenvolver uma rede de carregamentos em todo o país, que ainda é gratuito”, afirma o ministro, na entrevista ao Negócios.

Matos Fernandes garante que esta rede de carregamentos deixará de ser gratuita em breve mas que isso faz sentido porque “há muitos problemas com a manutenção desses postos precisamente por serem gratuitos”.

O segmento a gasóleo é ainda o mais vendido em Portugal, apesar de estar em queda há cinco anos. Após atingir um pico em 2013, quando representava 72% das vendas de ligeiros de passageiros, em 2018 a categoria ficou com uma quota nos 55%, de um universo de 273.213 unidades.

As viaturas a gasolina evoluiram de uma quota de 30% (2008) para 39,3% no final de 2018. Os restantes combustíveis passaram de 1% para 7,4%. Mas, no mercado, tendo em conta o preço no momento de abastecer, ainda vigora a ideia de que "gasolina é para lazer e gasóleo para trabalho".

A ACAP reconhece uma mudança de paradigma e admite que a quota do diesel aproxime rapidamente dos 50%. Mas, em Portugal o abandono do diesel está a ser mais lento do que na generalidade Europa.Só a Irlanda nos bate na quota do diesel (65%).

Em 2018, As vendas de automóveis elétricos duplicou, mas representam apenas 1,8% da frota em circulação. Segundo a ACAP são 7771 os ligeiros elétricos em circulação, o que compara com com 3.698 no fim de 2017.

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