Lítio em Vila Real permite fazer baterias para meio milhão de carros por ano

Empresa diz que mina de lítio em Boticas é um investimento de 500 milhões, mas população quer travar exploração

0 aos 100 15/01/2019 Noticias

A Savannah Resources afimrou que o projeto da mina de lítio em Boticas tem um investimento previsto de 500 milhões de euros e que o recurso potencial conhecido dará para produzir baterias para 250 a 500 mil carros/ano.

"O objetivo principal é o desenvolvimento de uma operação mineira que se enquadre nos objetivos de desenvolvimento regional e nacional dentro de uma ótica de sustentabilidade e de acordo com as melhores práticas ambientais, sociais e económicas e que, simultaneamente, permita colocar Portugal na cadeia de valor do desenvolvimento da indústria das baterias para os veículos elétricos", salientou David Archer, presidente executivo (CEO) da Savannah Resources, em declarações à agência Lusa.

Segundo o responsável, o projeto prevê a criação, de forma directa, de cerca de 300 postos de trabalho a longo prazo, repartidos pelas áreas técnicas, administrativas e de suporte.

Acrescentou que, durante a fase de construção, se estima que possa "ser criado um número idêntico de empregos a curto prazo" e ainda mais "500 a 600" postos de trabalho indiretos.

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O projeto tem por objetivo a ampliação da concessão já existente desde 2006 para a "produção de concentrado de espodumena com vista ao aproveitamento de minerais de lítio para alimentar a indústria das baterias elétricas".

O responsável adiantou ainda que o "recuso potencial já conhecido nesta concessão dará para fazer baterias para entre 250 a 500 mil carros por ano".

"Obtidas todas as autorizações do Governo, o início da exploração comercial, já com a unidade industrial em funcionamento, está previsto para 2020", frisou.

Quanto às queixas da população relativamente à "agressividade das prospecções", David Archer afirmou que a "comunidade local é uma prioridade para a Savannah" e que a empresa "realizou todas as acções necessárias com vista a obter autorização de todos os donos das áreas ou dos caminhos a que teve de aceder para fazer plataformas para fazer sondagens de prospecção".

Por fim, referiu que se está a "trabalhar no sentido de criar todos os canais necessários para optimização da comunicação com a comunidade".

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