Fiat 500 reconhecido como 'arte moderna'

O Fiat 500 que nasceu em 1957 vai estar exposto em Nova Iorque, junto a outros exemplos de arte moderna

0 aos 100 20/12/2018 Noticias

O Fiat 500 F vai fazer parte, a partir de 10 de fevereiro de 2019, da exposição "The Value of Good Design" do Museu de Arte Moderna (MoMa) de Nova Iorque.

A versão escolhida pelo “MoMa” foi o 500 F, o 500 mais popular de sempre, produzido entre 1965 e 1972. Contando com as outras versões (nomeadamente Sport, D, L e R) da primeira geração, foram produzidos mais de 4 milhões de veículos entre 1957 e 1975.

O modelo é uma clara expressão da "forma ao serviço da função", da utilização lógica e económica de materiais e do conceito segundo o qual o design de qualidade deve ser acessível a todos.

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O desenvolvimento de automóveis económicos e fiáveis como o Fiat 500 foi essencial na motorização da Europa do pós‑guerra. Graças ao seu design e à sua centralidade na história de Itália em meados do século, o 500 personifica muitos dos princípios que tipificam o design modernista da época, ligando-o aos temas explorados em trabalhos da coleção exposta no museu.

Conhecido como "Cinquecento", o Nuova 500, concebido pelo projetista e engenheiro Dante Giacosa, foi lançado em 1957. Giacosa, que entrou para a Fiat em 1927, foi responsável, ao longo dos seus 43 anos de carreira, por muitos dos mais importantes projetos lançados pela marca, incluindo o original 500 "Topolino" e, depois, o 500 "Nuova."

Veículo citadino, compacto, com motor em posição traseira, o 500 foi concebido como um modelo económico, dirigido às massas. Apesar das pequenas dimensões externas, o projeto de Giacosa conseguiu maximizar o volume interior, resultando num habitáculo surpreendentemente espaçoso, capaz de acomodar quatro passageiros.

A capota dobrável, em tecido, conferia a este modelo acessível uma sensação de luxo, reduzindo simultaneamente a quantidade de aço - um conteúdo precioso à época - necessária para a construção da viatura.

Este não é o primeiro automóvel a ser reconhecido como obra de arte pelo museu, já que a sua coleção inclui um Cisitalia 202 GT de 1946, Willys-Overland Jeep de 1952, Volkswagen Beetle de 1959, Jaguar E-Type Roadster de 1963, Ferrari 641/2 grand prix racer de 1990 e um Smart de 1998.

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