Opel vai tornar-se elétrica, lucrativa e global

Até 2024 todos os modelos terão tecnologia elétrica, incluindo o Corsa

Miguel Costa 09/11/2017 Noticias

A Opel apresentou o plano estratégico para os próximos 7 anos, com o qual a marca alemã espera regressar aos lucros e tornar-se num ator imprescindível no Grupo PSA de Carlos Tavares. Este plano foi apelidado de “PACE!” e pretende “recuperar as bases financeiras da empresa e reforçar a competitividade sustentada e o crescimento”.

“O plano agora divulgado prevê sinergias ao nível do Groupe PSA de 1,1 mil milhões de euros por ano em 2020 e de 1,7 mil milhões/ano em 2026. Todas as iniciativas apontam para um ponto de ‘break-even’ financeiro da Opel/Vauxhall mais baixo, na fasquia de 800.000 veículos, sustentando um modelo de negócio lucrativo independentemente de fatores externos negativos que possam afetar a atividade da empresa”, pode ler-se.

1. Todos os Opel serão eletrificados até 2024 e o próximo Corsa será elétrico

Com pleno acesso às tecnologias do Groupe PSA, a Opel/Vauxhall prtende tornar-se num líder europeu em baixas emissões de CO2. Até 2024, todos os modelos de passageiros passarão a incorporar tecnologias de tração elétrica, com versões de motorização elétrica ou híbrida ‘plug-in’, a par de motores térmicos eficientes.

Em 2020, a Opel/Vauxhall terá no mercado quatro modelos com tecnologia de motorização elétrica, incluindo o Grandland X PHEV (híbrido ‘plug-in’) e o Corsa da próxima geração como elétrico a bateria.

A empresa reforçará a sua competitividade até 2020 reduzindo custos na ordem de 700 euros por unidade produzida.

2. Opel passará a utilizar apenas plataformas e motores PSA

As duas plataformas do Groupe PSA, CMP e EMP2, serão aplicadas em todas as fábricas Opel/Vauxhall. No início desse processo, está prevista para 2019 a entrada da EMP2 na fábrica de Eisenach para a produção de um SUV. Para Rüsselsheim irá um modelo do segmento D também com base EMP2. A atribuição da produção de motores e caixas de velocidades à rede de fábricas Opel/Vauxhall será feita em linha com a transição destes componentes de GM para Groupe PSA.

«O “PACE!” vai libertar todo o nosso potencial», afirmou o CEO da Opel, Michael Lohscheller. «Este plano é crucial para a empresa, protegendo os empregados de fatores externos negativos e tornando a Opel/Vauxhall numa companhia sustentada, lucrativa, eletrificada e global. O nosso futuro será assegurado e contribuiremos com excelência alemã para o desenvolvimento do Groupe PSA. A implementação já foi iniciada e todas as equipas estão a trabalhar para alcançar os objetivos».

3. Rüsselsheim ficará encarregue de desenvolver carros autónomos e tecnologias avançadas

Todos os novos modelos Opel/Vauxhall serão concebidos na Engenharia de Rüsselsheim, a qual será transformada num centro de competências global para todo o Groupe PSA. As primeiras áreas de trabalho estão identificadas, como pilhas de combustível, algumas tecnologias de condução autónoma e sistemas de assistência à condução.

Até 2024, o número de plataformas que a Opel/Vauxhall utilizará nos seus modelos reduzir-se-á das atuais nove para duas. Além disso, as famílias de motores serão otimizadas de dez para quatro. «Alinhando arquiteturas e motorizações reduziremos substancialmente a complexidade de desenvolvimento e produção, o que resultará em efeitos de escala e sinergias que darão um contributo para os lucros», salientou Michael Lohscheller.

A transição dos modelos Opel/Vauxhall para as arquiteturas do Groupe PSA processar-se-á a um ritmo mais acelerado do que se antecipava. A partir de 2024, todos os modelos de passageiros da Opel/Vauxhall terão por base arquiteturas partilhadas do Groupe PSA. O próximo modelo será o Combo, em 2018, e a próxima geração do Corsa em 2019.

Esta estratégia continuará a ser seguida de forma sistemática, contemplando o lançamento de um modelo novo principal em cada ano. A Opel/Vauxhall lançará um total de nove novos modelos até 2020. O alinhamento permitirá aumentar o potencial de posicionamento das marcas Opel e Vauxhall, nomeadamente em matéria de preços, reduzindo em quatro pontos a diferença que as separa da referência do mercado.

Além disso, em 2020, a Opel estará a exportar para 20 novos mercados. “Além destes, a marca analisará à escala mundial outras oportunidades de exportação que sejam lucrativas”, explica em comunicado.

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