Câmara de Montalegre recorre aos tribunais do afastamento do mundial de ralicrosse

Autarquia tinha um contrato assinado com a empresa promotora do campeonato até 2023

0 aos 100 25/10/2018 Desporto

O presidente da Câmara de Montalegre garantiu que o município a que preside vai recorrer aos tribunais para ser ressarcido pela saída do circuito internacional do calendário mundial de ralicrosse em 2019.

A autarquia tinha um contrato assinado com a empresa promotora do campeonato, a IMG, até 2023, mas viu hoje o Circuito Internacional de Montalegre ser riscado da edição do Mundial do próximo ano.

"Acabámos todos por ser surpreendidos pela decisão da IMG, que é perfeitamente descabida. Vamos acionar os meios legais de que dispomos para fazer prevalecer os nossos direitos", disse Orlando Alves.

O novo acordo, assinado em 2017, deveria entrar em vigor apenas em 2019. No entanto, segundo explicou o autarca, "havia o compromisso de realizar algumas obras para a edição deste ano", nomeadamente, o asfaltamento do 'paddock', uma nova torre de controlo e uma enfermaria.

O novo asfaltamento foi colocado, mas não a torre de controlo e a enfermaria, cujas obras estão orçadas em um milhão de euros.

"Argumentamos com razões que consideramos válidas e queremos ser ressarcidos pelos prejuízos causados", afirma Orlando Alves.

Segundo o autarca, o projeto da nova torre vem sendo "recusado pela IMG, que tem estado sempre a interferir e a pedir alterações" aos técnicos da câmara.

"Estivemos a conversar com eles há cerca de um mês, na Letónia, e percebemos que as coisas nos fugiam. Mas a obra só tinha de estar feita em abril do próximo ano, data da realização da prova", sublinhou o presidente da câmara montalegrense, que garante estar já a preparar "uma equipa jurídica" para dar entrada com uma ação "num tribunal de Londres", de forma a "fazer valer os direitos" da autarquia.

Segundo números divulgados por Orlando Alves, cada corrida tinha um impacto estimado no concelho de cerca de quatro milhões de euros.

"Também estou à espera de conversar com o presidente da Federação Portuguesa de Automobilismo e Karting (FPAK), Ni Amorim, para perceber que outras competições poderemos trazer para Montalegre", concluiu.

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